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Emater projeta safra de verão acima de 35 milhões de toneladas no RS

Projeção da Emater indica safra de verão superior a 35 milhões de toneladas no RS, mesmo com influência do El Niño.

02 de setembro de 2026 4 min de leitura
Emater projeta safra de verão acima de 35 milhões de toneladas no RS

A Emater/RS-Ascar projeta que o Rio Grande do Sul colha mais de 35 milhões de toneladas na safra de verão 2026/27, somando arroz, feijão, milho e soja. A estimativa é superior à da temporada passada e foi apresentada durante a Expointer, em Esteio, em um cenário climático influenciado pelo El Niño, que tende a trazer chuvas acima da média para o Estado.

O que aconteceu

A nova projeção da Emater indica crescimento da produção de grãos de verão no RS, com aumento em relação às cerca de 32,8 milhões de toneladas estimadas na safra anterior. O avanço é puxado principalmente por milho e soja, que concentram a maior parte da área e da produção de verão.

Segundo o levantamento, o milho deve registrar alta de produção, com estimativa próxima de 6,9 milhões de toneladas, acima dos cerca de 6,4 milhões de toneladas da safra 2025/26. Já o feijão deve ter volume estável, com algo em torno de 43 mil toneladas, levemente acima da temporada passada.

Apesar do El Niño, a Emater avalia que o padrão de chuvas esperado pode favorecer a produtividade em boa parte das regiões produtoras, desde que o excesso de precipitação não provoque atrasos de plantio ou dificuldades de manejo em áreas mais úmidas.

Por que importa para o agro

Para o produtor gaúcho, uma safra de verão acima de 35 milhões de toneladas significa maior oferta de grãos, diluição de custos fixos e mais volume para aproveitar janelas de preços no mercado interno e externo. O milho mais disponível tende a aliviar a pressão de custo na pecuária de leite, de corte e nas cadeias de suínos e aves.

No mercado, a perspectiva de recuperação de produção após quebras recentes coloca o RS novamente como importante player de oferta de soja e milho. Isso impacta formação de preços regionais, demanda por armazenagem, logística de escoamento e uso de tecnologia em manejo, irrigação e correção de solo.

Dados e contexto

Nos últimos ciclos, o RS viveu forte oscilação de produtividade, com safras recordes e quebras relevantes ligadas principalmente à estiagem. Em projeções anteriores, a Emater estimou produção total de grãos de verão próxima de 35 milhões de toneladas, mas revisou para cerca de 28 milhões de toneladas em anos de seca, com queda expressiva na soja.

A retomada de volume agora se apoia em:

  • Maior aposta no milho, com crescimento de produção e apoio de programas de incentivo e irrigação.
  • Expansão e consolidação da soja como principal cultura em área e volume, com mais de 6 milhões de hectares.
  • Uso crescente de tecnologia de manejo, cultivares mais adaptadas e investimentos em estrutura de armazenagem.
Se necessário, o produtor pode comparar os números da Emater com dados de Conab e IBGE para ajustar planejamento de comercialização e verificar cenários de oferta nacional. Em anos anteriores, a Conab já apontou o RS como um dos principais responsáveis pela variação de produção de soja e milho no país.

Uma forma simples de visualizar o movimento é:

Indicador (verão RS)Tendência atual
Produção total de grãosacima de **35 mi t**
Milhoalta, perto de **6,9 mi t**
Feijãoestável, em torno de **43 mil t**
Sojarecuperação frente a safras afetadas por estiagem

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o produtor deve acompanhar de perto o comportamento do El Niño, a distribuição das chuvas e possíveis períodos de excesso de umidade ou calor. Decisões de época de plantio, escolha de cultivares, manejo de doenças e planejamento de colheita serão decisivas para transformar a projeção da Emater em resultado real na lavoura e em caixa, em um cenário de mercado ainda sensível à oferta brasileira e à demanda global por grãos.

Fontes

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