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Embrapa leva cultivares forrageiras e soluções digitais à AgroBrasília 2026

Embrapa apresenta novas forrageiras, grãos e ferramentas digitais na AgroBrasília 2026, reforçando alternativas para intensificação sustentável no Cerrado.

21 de maio de 2026 4 min de leitura
Embrapa leva cultivares forrageiras e soluções digitais à AgroBrasília 2026

A Embrapa apresenta na AgroBrasília 2026 novas cultivares forrageiras, materiais para grãos e um pacote de soluções digitais voltadas ao planejamento e à gestão da propriedade. O foco está em aumentar produtividade, ofertar alternativas para sistemas integrados no Cerrado e apoiar decisões técnicas com dados, reduzindo riscos em um cenário de custo alto e clima mais irregular.

O que aconteceu

Na vitrine tecnológica de campo, a Embrapa expõe cultivares de capins tropicais, sorgo e outras forrageiras adaptadas ao Cerrado, com foco em pastejo, produção de silagem e formação de palhada. Os materiais foram selecionados por desempenho em produção de massa verde, valor nutritivo e resistência a estresses hídricos, condição cada vez mais crítica na região.

A mostra inclui opções para integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e sistemas de confinamento e semiconfinamento. A ideia é oferecer combinações de espécies que permitam intensificar a lotação animal e estabilizar a oferta de forragem ao longo do ano, com melhor uso de insumos.

Além das cultivares, a Embrapa leva aplicativos, plataformas e ferramentas de agricultura digital que auxiliam no planejamento forrageiro, recomendação de adubação, acompanhamento de clima e análise econômica de sistemas. Técnicos e produtores podem testar as soluções no estande e receber orientação de pesquisadores sobre uso no dia a dia da fazenda.

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Por que importa para o agro

A região do Cerrado responde por grande parte da produção de grãos e de carne do Brasil, segundo a Embrapa Cerrados, e convive com forte pressão por aumento de produtividade em áreas já abertas. Forrageiras mais produtivas e adaptadas, combinadas a ferramentas digitais, ajudam a intensificar com sustentabilidade, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas.

Para o produtor, cultivares com maior capacidade de rebrote, boa resposta à adubação e maior tolerância à seca significam mais arrobas ou litros de leite por hectare e menor risco de quebra na oferta de alimento na seca. Já as soluções digitais reduzem o “achismo” na tomada de decisão, dando base para ajustar taxa de lotação, época de plantio, adubação e uso de crédito de forma mais precisa.

Dados e contexto

A Embrapa estima que o Brasil tenha cerca de 180 a 200 milhões de hectares de pastagens, com fatia relevante em algum grau de degradação. No Cerrado, boa parte da expansão agrícola ocorreu sobre áreas de pecuária, o que aumenta a importância de sistemas integrados bem manejados.

De acordo com a Conab, o país deve colher mais de 310 milhões de toneladas de grãos na safra recente, com forte participação da região Centro-Oeste. O uso de forrageiras adequadas em rotação ou consórcio com soja, milho e sorgo ajuda a proteger o solo, melhorar a infiltração de água e elevar a matéria orgânica, pilares da produtividade de longo prazo.

Na pecuária, dados do IBGE apontam que o rebanho bovino brasileiro ultrapassa 230 milhões de cabeças, grande parte em pasto. Melhorar a base forrageira é um dos caminhos mais rápidos para elevar a produtividade média de carne e leite por área, reduzindo emissões por unidade produzida, alinhado às metas de baixa emissão de carbono defendidas por MAPA e Embrapa.

As soluções digitais apresentadas acompanham movimento global de agricultura 4.0. Relatórios do USDA e de centros internacionais indicam que ferramentas de monitoramento climático, manejo de pastagens e análise de riscos tendem a ganhar espaço, sobretudo em regiões sujeitas a maior variabilidade de chuvas, como o Cerrado brasileiro.

IndicadorSituação recente (aprox.)

| Área de pastagens no Brasil | 180–200 milhões ha (Embrapa) | | Rebanho bovino | > 230 milhões de cabeças (IBGE) | | Produção total de grãos | > 310 milhões t (Conab) | | Participação forte do Cerrado | Soja, milho, sorgo e pecuária de corte |

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar recomendações regionais para escolha de cultivares, época de semeadura e manejo de adubação dessas novas forrageiras, avaliando retorno econômico por hectare e impacto na lotação animal. A adoção efetiva das soluções digitais dependerá de conectividade, capacitação de equipes e integração com o planejamento da fazenda, abrindo espaço para consultorias e cooperativas que consigam traduzir dados em decisões práticas de manejo e investimento.

Fontes

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