Embrapa leva Zarc, níveis de manejo e novos apps para a Hortitec 2026
Embrapa apresenta Zarc detalhado por nível de manejo e novos aplicativos na Hortitec 2026, reforçando planejamento climático e digitalização do horticultor.

A Embrapa está usando a Hortitec 2026 para aproximar o horticultor das ferramentas de gestão de risco climático e de apoio à decisão. A empresa apresenta o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) com detalhamento por níveis de manejo, além de aplicativos que ajudam no planejamento de plantio, escolha de cultivares e gestão de lavouras irrigadas. O foco é reduzir perdas por clima e aumentar eficiência no uso de insumos.
O que aconteceu
Na Hortitec 2026, a Embrapa instalou um estande voltado à digitalização da horticultura, com demonstrações práticas do Zarc para hortaliças e frutas. Técnicos mostram como o produtor pode consultar pelo celular ou computador as janelas de plantio com menor risco climático para cada município, considerando diferentes condições de manejo.
O grande avanço é a apresentação de níveis de manejo no Zarc – de baixo a alto nível tecnológico. Isso inclui diferenças de preparo de solo, adubação, irrigação e controle fitossanitário. Na prática, o produtor deixa de olhar apenas a data de plantio e passa a considerar o pacote tecnológico da fazenda ao planejar a safra.
A Embrapa também apresenta novos aplicativos e atualizações de sistemas já disponíveis, como painéis para consulta do Zarc, ferramentas de monitoramento climático em tempo quase real e soluções integradas com dados do MAPA. O objetivo é facilitar o uso do zoneamento no dia a dia, sem depender apenas de tabelas em PDF.
Por que importa para o agro
O Zarc é a base das políticas de seguro rural e Proagro no Brasil. Quando o produtor segue as datas e condições indicadas, tem acesso facilitado a seguro e crédito, além de menor exposição a quebras por seca, excesso de chuva ou geadas. Com níveis de manejo, o zoneamento fica mais aderente à realidade da horticultura, que varia muito em tecnologia entre pequenos e grandes produtores.
Para o mercado, isso significa menor volatilidade na oferta de hortaliças e frutas, mais regularidade de entrega e potencial redução de perdas pós-colheita. Com apps e plataformas digitais, o acesso ao Zarc deixa de ser restrito a técnicos e passa para a mão do produtor, o que tende a aumentar a adoção do zoneamento e profissionalizar decisões de plantio.
Dados e contexto
O Zarc é coordenado pelo MAPA com pesquisa liderada pela Embrapa, cobrindo hoje mais de 60 culturas em milhares de municípios brasileiros. Na horticultura, o zoneamento vem sendo ampliado para espécies como tomate, batata, cebola, alface e outras culturas de alto valor.
Segundo o MAPA, propriedades que seguem o Zarc têm menor índice de sinistro em programas de seguro rural, o que reduz custo de prêmio e risco para o sistema financeiro. Dados da Conab mostram que oscilações de oferta de hortaliças por problemas climáticos pressionam o IPCA e a inflação de alimentos, afetando toda a cadeia.
Os níveis de manejo permitem distinguir, por exemplo, áreas com irrigação e adubação adequada de sistemas mais simples, o que altera o risco real de perda. Em regiões com maior variabilidade climática, essa diferenciação é decisiva para ajustar janelas de plantio.
Alguns instrumentos digitais já disponíveis ou em expansão para o produtor:
- Painéis do Zarc hospedados em plataformas do MAPA e Embrapa
- Aplicativos móveis para consulta de janelas de plantio por município e cultura
- Integração com dados meteorológicos de redes oficiais, como o Inmet
O que observar daqui pra frente
Nos próximos anos, o ponto crítico será a adoção prática dessas ferramentas pelo produtor e pelos consultores. A tendência é que o Zarc com níveis de manejo passe a orientar não só seguro, mas também contratos com indústrias, redes de varejo e programas de compras públicas. Quem se antecipar, ajustando o calendário de plantio e qualificando o manejo para enquadrar a área no nível tecnológico mais elevado, tende a reduzir risco climático, negociar melhor com seguradoras e ganhar competitividade em cadeias mais exigentes.
Fontes
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