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ENAPecan reúne cadeia da noz-pecã após recuperação da safra no RS

Evento será realizado em novembro, em Bento Gonçalves, após o Rio Grande do Sul produzir até 7 mil toneladas de noz-pecã na safra 2025/2026.

22 de outubro de 2026 3 min de leitura
ENAPecan reúne cadeia da noz-pecã após recuperação da safra no RS

O III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves (RS). O evento ocorre após uma safra de recuperação da noz-pecã no estado, principal polo produtor do país. A programação deve reunir produtores, agroindústrias, técnicos, pesquisadores e representantes do mercado.

O que aconteceu

O encontro será realizado na Fundação Casa das Artes e terá como foco os desafios da cadeia, incluindo produtividade, qualidade, comercialização e inovação. A agenda também prevê painéis técnicos, apresentação de casos de sucesso e debates sobre a expansão da cultura.

A safra 2025/2026 marcou a retomada da produção gaúcha após os impactos das enchentes. Segundo dados apresentados pelo extensionista da Emater/RS-Ascar Antônio Borba, o estado possui mais de 7,2 mil hectares cultivados e mais de 5,6 mil hectares colhidos.

A produção ficou entre 6 mil e 7 mil toneladas, com rendimento estimado de 1 mil a 1,2 mil quilos por hectare. O resultado ainda reflete a recuperação dos pomares e a retomada das operações no campo.

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Por que importa para o agro

A noz-pecã vem ganhando espaço como alternativa de diversificação para propriedades rurais do Sul. A cultura tem ciclo longo, exige planejamento de implantação e manejo técnico, mas pode gerar uma fonte de renda complementar e ampliar a participação de pequenas e médias propriedades na agroindústria.

Para o mercado, a concentração da produção no Rio Grande do Sul aumenta a relevância de ações voltadas à sanidade, à padronização das amêndoas e à organização da comercialização. A aproximação entre produtores, processadores e pesquisa pode reduzir perdas e melhorar a qualidade do produto brasileiro.

Dados e contexto

O Rio Grande do Sul responde pela maior parte da produção nacional de noz-pecã. Levantamento citado em estudo da Embrapa com base em dados do IBGE mostra que o estado alcançou 6.607 toneladas em 2023, enquanto a área colhida superou 4,4 mil hectares naquele ano.

A Embrapa aponta que a expansão da cultura ocorreu principalmente nos últimos 20 anos. O diagnóstico técnico também identifica pomares relativamente jovens, com potencial de aumento de produção à medida que as plantas avancem no ciclo produtivo.

  • Área cultivada no RS: mais de 7,2 mil hectares.
  • Área colhida na safra 2025/2026: mais de 5,6 mil hectares.
  • Produção estimada: entre 6 mil e 7 mil toneladas.
  • Produtividade estimada: entre 1 mil e 1,2 mil quilos por hectare.
  • Evento: 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves.
Entre os principais desafios técnicos estão o controle da sarna, causada pelo fungo Venturia effusa, e o manejo de formigas cortadeiras. A escolha de cultivares, a condução das plantas e o controle da umidade também influenciam o rendimento e a qualidade das nozes.

O que observar daqui pra frente

O desempenho dos pomares após os eventos climáticos será um dos principais pontos de atenção. Produtores devem acompanhar produtividade por área, sanidade e custos de colheita, enquanto a cadeia precisa avançar em armazenagem, processamento e venda programada. O ENAPecan pode ajudar a transformar a recuperação da safra em ganhos permanentes de eficiência e competitividade.

Fontes

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