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Etanol tem queda de preço em 18 estados, aponta ANP

Levantamento da ANP mostra recuo do etanol hidratado em 18 estados, o que melhora a competitividade frente à gasolina e impacta a cadeia sucroenergética.

03 de agosto de 2026 4 min de leitura
Etanol tem queda de preço em 18 estados, aponta ANP

O etanol hidratado registrou queda nos preços em 18 estados na última semana, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O movimento melhora a competitividade frente à gasolina nos postos e tem efeitos diretos sobre a cadeia sucroenergética, dos produtores de cana às usinas e distribuidoras.

O que aconteceu

A ANP apura semanalmente os preços médios de revenda de combustíveis em todo o país, incluindo o etanol hidratado. Na semana analisada, a agência identificou redução do valor do etanol em 18 unidades da federação, alta em alguns estados e estabilidade em outros, mostrando um mercado ainda volátil.

O comportamento dos preços reflete a combinação de oferta mais ajustada, dinâmica de estoques nas usinas e política comercial das distribuidoras. Regiões com maior produção de cana e concentração de usinas tendem a reagir mais rápido a mudanças de custo e demanda, com repasse mais ágil aos postos.

A síntese semanal da ANP considera preços médios por estado, permitindo acompanhar a competitividade do etanol em relação à gasolina. Em praças onde o recuo foi mais intenso, o biocombustível volta a ser opção economicamente viável para o consumidor, especialmente quando o preço do litro representa até 70% do valor da gasolina.

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Por que importa para o agro

A queda do etanol impacta diretamente a rentabilidade das usinas e dos produtores de cana-de-açúcar. Com menor preço na bomba, a margem das usinas pode ser pressionada, especialmente em unidades mais alavancadas ou com custos agrícolas elevados. Em contrapartida, o recuo ajuda a sustentar o consumo, reduz o risco de formação de estoques elevados e dá mais previsibilidade ao escoamento da safra.

Para o produtor rural, o quadro de preços do etanol é indicador chave de planejamento de plantio, colheita e mix produtivo entre açúcar e etanol. Em cenário de maior competitividade do biocombustível, cresce o estímulo à produção voltada ao mercado interno de combustíveis renováveis, reforçando a demanda por cana e impulsionando investimentos em tecnologia e manejo.

Dados e contexto

A ANP divulga semanalmente a Síntese do Comportamento dos Preços dos Combustíveis, com dados de revenda e distribuição de gasolina C, etanol hidratado, diesel e GLP.[2]

O relatório considera:

  • Preços médios praticados em postos por estado
  • Valores de produtores e importadores
  • Paridade de importação estimada pela S&P Global Platts, utilizada como referência de mercado[2]
Em levantamentos recentes, o preço médio nacional do etanol já mostrou oscilações regionais relevantes, com diferenças superiores a R$ 2,00 por litro entre estados de maior e menor custo de logística e tributação.[1][2]

Esses dados são usados por distribuidoras, usinas e varejo para definir estratégias de preço e por agentes do agro para estimar cenários de demanda. A leitura combinada com informações de produção da safra de cana da Conab e da oferta global de açúcar ajuda a calibrar o mix entre exportação de açúcar e produção de etanol combustível.

IndicadorFonte

| Preço médio semanal por estado | ANP[2] | | Competitividade frente à gasolina | ANP / mercado[2] | | Referência de importação | S&P Global Platts via ANP[2] |

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o setor deve acompanhar de perto a evolução dos preços do etanol nos principais polos produtores, o comportamento da gasolina nas refinarias e o nível de estoques das usinas. Ajustes na tributação estadual, variações de câmbio e decisões de mix entre açúcar e etanol podem mudar rapidamente a atratividade do biocombustível, abrindo oportunidades de ganho para quem consegue antecipar movimentos de mercado e organizar a produção de forma eficiente.

Fontes

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