EUA descobrem peso do mel brasileiro no mercado americano
Empresa do setor afirma que o governo Trump ignorava a importância do mel nacional para o consumo diário nos EUA.

O governo dos Estados Unidos teria subestimado a presença do mel brasileiro no consumo diário do país, segundo empresária do setor ouvida pelo g1. O episódio reforça a dependência de mercados externos para a apicultura nacional e expõe a relevância do Brasil na oferta global do produto.
O que aconteceu
A empresária citada na reportagem afirmou que autoridades ligadas ao governo Trump não tinham dimensão do peso do mel brasileiro na rotina de consumo dos americanos. A avaliação surgiu em meio às discussões sobre comércio e abastecimento do produto entre os dois países. [1]
O caso chama atenção porque o Brasil está entre os grandes produtores globais de mel, mas ainda consome pouco internamente. Essa combinação faz da exportação uma válvula central para o setor apícola. [2]
No mercado externo, o mel brasileiro ganhou espaço por volume, qualidade e regularidade de oferta. Quando o comprador estrangeiro desconhece essa dependência, cresce o risco de decisões comerciais pouco alinhadas com a realidade da cadeia. [1][2]
Por que importa para o agro
Para o produtor, qualquer ruído no comércio com os EUA afeta preço, escoamento e planejamento da safra. A apicultura é pulverizada, com forte presença de pequenos e médios apicultores, então mudanças de demanda batem rápido na renda. [2][5]
Para a cadeia do agro, o caso mostra que mel não é nicho pequeno. Ele entra em uma disputa comercial maior, ligada a defesa de mercado, rastreabilidade e competitividade internacional. Se o Brasil perder espaço lá fora, sobra produto no mercado interno e o preço tende a pressionar para baixo. [1][2]
Dados e contexto
- O Brasil está entre os 10 maiores produtores globais de mel, segundo documento do Ministério da Agricultura. [2]
- O consumo per capita brasileiro é de cerca de 140 g por ano, ainda baixo para um país produtor. [2]
- A BBC informou que o brasileiro consome menos de 2,5 colheres de sopa por ano. [1]
- A produção e o consumo interno seguem desbalanceados, o que empurra o setor para exportação. [2][5]
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Posição do Brasil na produção global | Entre os 10 maiores |
| Consumo per capita no Brasil | 140 g/ano |
| Consumo doméstico | Baixo frente à produção |
| Mercado mais sensível | Exportação |
O que observar daqui pra frente
O setor deve acompanhar possíveis ajustes em regras de importação, tarifas e exigências sanitárias nos EUA. Se houver barreiras comerciais, o efeito pode aparecer primeiro no preço pago ao produtor e no ritmo de embarques. Também vale monitorar campanhas para ampliar o consumo interno, hoje muito abaixo do potencial do país. [1][2]
Fontes
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