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Exportação de café recua 8,4% em maio e acende alerta no mercado

Embarques de café do Brasil caem 8,4% em maio, com pressão sobre preços internos e atenção à disputa entre vendas externas e consumo doméstico.

05 de junho de 2026 3 min de leitura
Exportação de café recua 8,4% em maio e acende alerta no mercado

As exportações brasileiras de café caíram 8,4% em maio, segundo dados da Secex, reduzindo o volume embarcado e trazendo mais cautela ao mercado. A menor saída de produto ao exterior tende a influenciar preços internos, planejamento de vendas da safra e a competitividade do Brasil frente a outros exportadores.

O que aconteceu

Os embarques de café verde e industrializado somaram menos volume em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontando perda de ritmo nas vendas externas. O recuo ocorre em um momento de transição de safra e de ajustes de preços nos mercados futuros.

A Secex indica que, em valor, a receita com exportações também encolheu, refletindo tanto o menor volume quanto a oscilação das cotações internacionais. A redução atinge principalmente o café arábica, principal produto da pauta, mas afeta o desempenho geral do setor.

No acumulado do ano, o Brasil ainda mantém posição de destaque no comércio mundial, porém sem repetir o fôlego observado em períodos de recorde de embarques. O cenário reforça a importância da gestão de risco e da diversificação de mercados compradores.

Por que importa para o agro

Para o produtor, a queda nas exportações pode significar maior disponibilidade de café no mercado interno, com potencial pressão baixista sobre os preços, especialmente em regiões de maior oferta. Isso tende a impactar a renda de quem vende à vista e não trava preços antecipadamente.

Para cooperativas, traders e exportadores, o recuo indica necessidade de estratégia mais agressiva de comercialização, busca de novos destinos e atenção à logística e ao câmbio. A perda de ritmo nas vendas externas também pode afetar o fluxo de caixa da cadeia e o planejamento de recebimento da safra.

Dados e contexto

  • Queda nas exportações de café em maio: -8,4% em volume na comparação anual, segundo Secex.
  • Redução também em valor exportado, com impacto da volatilidade nas cotações internacionais.
  • O Brasil segue como maior exportador mundial de café, posição consolidada em relatórios de USDA e estudos da FGV Agro.
  • A safra brasileira alterna ciclos de alta e baixa produção, o que influencia disponibilidade interna e competitividade externa.
IndicadorSituação em maio*

| Volume exportado de café | Queda de 8,4% vs. maio anterior | | Receita com exportações | Redução em relação a 2024 | | Participação do Brasil no comércio global | Líder mundial em exportações |

*Conforme dados da Secex divulgados pela imprensa especializada.

Segundo análises de mercado, a combinação de custos de produção elevados, câmbio volátil e demanda internacional mais seletiva exige maior profissionalização comercial. Relatórios de instituições como Embrapa Café e Conab mostram que a produtividade e a qualidade seguem decisivas para manter margens em cenários de preços pressionados.

O que observar daqui pra frente

Os próximos meses serão decisivos para entender se a queda de maio é um ajuste pontual ou o início de uma tendência de menor ritmo nas exportações. Produtores e cooperativas devem acompanhar câmbio, prêmios de exportação, evolução da safra no Brasil e em outros grandes players, além da demanda na Europa e nos Estados Unidos, para definir o momento de venda e uso de travas de preço.

Fontes

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