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Exportações de aves e suínos batem recorde em maio e somam US$ 1,3 bilhão

Mesmo com a guerra no Oriente Médio, exportações de aves e suínos do Brasil batem recorde em maio e atingem US$ 1,3 bilhão, com alta de volume e receita.

05 de junho de 2026 4 min de leitura
Exportações de aves e suínos batem recorde em maio e somam US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras de carnes de aves e suínos atingiram em maio o maior faturamento já registrado para o mês, somando cerca de US$ 1,3 bilhão, mesmo em meio à guerra no Oriente Médio e a um cenário global instável. O aumento de volume embarcado e a demanda aquecida em mercados-chave reforçam o papel do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de proteína animal.

O que aconteceu

Os embarques de carne de frango cresceram tanto em volume quanto em receita, impulsionados por maior demanda de países da Ásia, Oriente Médio e América Latina. A combinação de câmbio favorável, oferta competitiva e necessidade de recomposição de estoques em vários mercados sustentou o ritmo forte de vendas externas.

Na carne suína, o desempenho também foi expressivo, com avanço nas exportações para destinos tradicionais e retomada de compras por alguns países que haviam reduzido o apetite em 2024. A melhora dos preços médios em dólar ajudou a ampliar o faturamento, mesmo em um ambiente de custos ainda altos para o produtor.

Apesar da tensão geopolítica no Oriente Médio, a logística se manteve operacional, com ajustes de rotas e prazos. A indústria conseguiu redirecionar parte dos embarques e preservar contratos, o que evitou quedas bruscas de volume e sustentou o recorde de maio.

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Por que importa para o agro

O recorde de exportações dá fôlego à cadeia de aves e suínos em um momento de margens apertadas, ajudando a escoar produção e a sustentar preços no mercado interno. Para o produtor, o cenário externo positivo reduz o risco de excesso de oferta doméstica e de queda mais acentuada nas cotações ao longo do ano.

Para a indústria frigorífica, maior ocupação de plantas e contratos mais firmes no exterior melhoram o planejamento de compras de grãos, investimentos em tecnologia e acordos de longo prazo com integrados. Isso tende a manter a demanda por milho e farelo de soja aquecida, impactando diretamente o produtor de grãos.

Dados e contexto

Segundo dados setoriais e de entidades como ABPA e MAPA, o Brasil figura há anos entre os maiores exportadores globais de carne de frango e suína. A China, países do Golfo, Japão, Coreia do Sul e União Europeia estão entre os principais destinos.

Em anos recentes, a Conab aponta safra robusta de milho e soja, o que ajuda a manter a competitividade de custo da proteína animal. Esse fator é crucial para aproveitar momentos de alta demanda externa, como o observado em maio.

Alguns pontos que ajudam a explicar o resultado recorde:

  • Câmbio ainda favorável às exportações brasileiras.
  • Reposição de estoques e aumento de consumo em países asiáticos.
  • Redução da oferta em concorrentes afetados por doenças animais ou custos elevados.
  • Reconhecimento de status sanitário e acesso a mercados exigentes.
A Embrapa destaca que ganhos de produtividade genética e de manejo têm reduzido o custo por quilo produzido ao longo dos anos, ampliando a capacidade do Brasil de competir em preço e volume no mercado internacional.

O que observar daqui pra frente

Para os próximos meses, o produtor deve acompanhar de perto o desenrolar da guerra no Oriente Médio, possíveis mudanças logísticas e eventuais barreiras sanitárias em mercados-chave. Também serão decisivos o comportamento do câmbio, o custo de milho e soja na nova safra e a evolução da demanda em China e países árabes, que podem manter o ritmo forte de exportações ou exigir ajustes rápidos de produção e estratégias comerciais.

Fontes

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