Exportações de aves e suínos batem recorde em maio e somam US$ 1,3 bilhão
Mesmo com a guerra no Oriente Médio, exportações de aves e suínos do Brasil batem recorde em maio e atingem US$ 1,3 bilhão, com alta de volume e receita.
As exportações brasileiras de carnes de aves e suínos atingiram em maio o maior faturamento já registrado para o mês, somando cerca de US$ 1,3 bilhão, mesmo em meio à guerra no Oriente Médio e a um cenário global instável. O aumento de volume embarcado e a demanda aquecida em mercados-chave reforçam o papel do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de proteína animal.
O que aconteceu
Os embarques de carne de frango cresceram tanto em volume quanto em receita, impulsionados por maior demanda de países da Ásia, Oriente Médio e América Latina. A combinação de câmbio favorável, oferta competitiva e necessidade de recomposição de estoques em vários mercados sustentou o ritmo forte de vendas externas.
Na carne suína, o desempenho também foi expressivo, com avanço nas exportações para destinos tradicionais e retomada de compras por alguns países que haviam reduzido o apetite em 2024. A melhora dos preços médios em dólar ajudou a ampliar o faturamento, mesmo em um ambiente de custos ainda altos para o produtor.
Apesar da tensão geopolítica no Oriente Médio, a logística se manteve operacional, com ajustes de rotas e prazos. A indústria conseguiu redirecionar parte dos embarques e preservar contratos, o que evitou quedas bruscas de volume e sustentou o recorde de maio.
Por que importa para o agro
O recorde de exportações dá fôlego à cadeia de aves e suínos em um momento de margens apertadas, ajudando a escoar produção e a sustentar preços no mercado interno. Para o produtor, o cenário externo positivo reduz o risco de excesso de oferta doméstica e de queda mais acentuada nas cotações ao longo do ano.
Para a indústria frigorífica, maior ocupação de plantas e contratos mais firmes no exterior melhoram o planejamento de compras de grãos, investimentos em tecnologia e acordos de longo prazo com integrados. Isso tende a manter a demanda por milho e farelo de soja aquecida, impactando diretamente o produtor de grãos.
Dados e contexto
Segundo dados setoriais e de entidades como ABPA e MAPA, o Brasil figura há anos entre os maiores exportadores globais de carne de frango e suína. A China, países do Golfo, Japão, Coreia do Sul e União Europeia estão entre os principais destinos.
Em anos recentes, a Conab aponta safra robusta de milho e soja, o que ajuda a manter a competitividade de custo da proteína animal. Esse fator é crucial para aproveitar momentos de alta demanda externa, como o observado em maio.
Alguns pontos que ajudam a explicar o resultado recorde:
- Câmbio ainda favorável às exportações brasileiras.
- Reposição de estoques e aumento de consumo em países asiáticos.
- Redução da oferta em concorrentes afetados por doenças animais ou custos elevados.
- Reconhecimento de status sanitário e acesso a mercados exigentes.
O que observar daqui pra frente
Para os próximos meses, o produtor deve acompanhar de perto o desenrolar da guerra no Oriente Médio, possíveis mudanças logísticas e eventuais barreiras sanitárias em mercados-chave. Também serão decisivos o comportamento do câmbio, o custo de milho e soja na nova safra e a evolução da demanda em China e países árabes, que podem manter o ritmo forte de exportações ou exigir ajustes rápidos de produção e estratégias comerciais.
Fontes
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