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Exportações de carne bovina batem recorde em abril com receita acima de US$ 1,5 bilhão

Exportações brasileiras de carne bovina alcançaram volume recorde em abril, gerando receita superior a US$ 1,5 bilhão e impulsionando o agro.

08 de maio de 2026 2 min de leitura
Exportações de carne bovina batem recorde em abril com receita acima de US$ 1,5 bilhão

As exportações brasileiras de carne bovina em abril registraram volume recorde de 270 mil toneladas, com receita de US$ 1,52 bilhão. Esse desempenho supera todos os meses anteriores e reforça o Brasil como líder global no setor, beneficiando produtores com preços elevados e demanda externa aquecida.

O que aconteceu

O volume exportado cresceu 14% em relação a abril de 2025, impulsionado por embarques para China, EUA e União Europeia. A receita subiu 25% no mesmo período, graças a mix favorável de cortes premium.

A Abiiec, associação do setor, atribui o resultado à recuperação da demanda chinesa pós-festas e à competitividade brasileira em custos de produção. Mato Grosso liderou com quase 30% do total exportado.

Rússia suspendeu restrições a plantas de MT, ampliando mercados. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam o pico histórico.

Por que importa para o agro

Produtores ganham com margens maiores, estimulando investimentos em pastagens e genética. A receita recorde compensa estoques apertados no mercado interno.

A cadeia produtora, de frigoríficos a transportadoras, vê fluxo de caixa robusto. Isso sustenta empregos no campo e reduz pressão por desmatamento ilegal.

Dados e contexto

IndicadorAbril 2026Abril 2025Variação
Volume (ton)**270 mil**237 mil+14%
Receita (US$)**1,52 bi**1,22 bi+25%
Preço médio (US$/ton)5.6305.150+9%

De janeiro a abril, exportações somam 1,1 milhão de toneladas, alta de 5% ante 2025 (Abiiec). China absorveu 45% do volume. Conab projeta safra de gado em 9,2 milhões de cabeças abatidas em 2026.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe câmbio e custos de milho, que impactam margens. Oportunidades na Ásia contrastam com riscos de barreiras sanitárias na UE. Estoques chineses baixos favorecem embarques até o fim do ano, mas seca no Centro-Oeste pode limitar oferta.

Fontes

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