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Exportações de frango e suíno crescem em abril, aponta ABPA

Exportações brasileiras de carne de frango e suíno registram alta em abril, impulsionando receitas do agro com volumes e faturamentos superiores aos de 2025.

09 de maio de 2026 2 min de leitura
Exportações de frango e suíno crescem em abril, aponta ABPA

As exportações brasileiras de carne de frango e suíno subiram em abril de 2026, segundo a ABPA. O volume embarcado de frango cresceu 5% em relação a abril de 2025, enquanto o de suíno avançou 12%. Esses números fortalecem as receitas do setor avícola e suinícola, aliviando pressões de custos internos.

O que aconteceu

A ABPA reportou 510 mil toneladas de frango exportadas em abril, contra 485 mil toneladas no mesmo mês de 2025. A receita chegou a US$ 1,2 bilhão, alta de 8%. Principais destinos foram China, União Europeia e Arábia Saudita.

Para suínos, o embarque atingiu 65 mil toneladas, ante 58 mil toneladas no ano anterior. Faturamento subiu para US$ 180 milhões, com 15% de crescimento. Mercado asiático liderou as compras.

O desempenho reflete recuperação de demanda externa após ajustes logísticos e sanitários no Brasil.

Por que importa para o agro

Produtores ganham fôlego com receitas extras, que cobrem 20-30% dos custos de ração e insumos. Isso estabiliza margens em um ano de preços voláteis de milho e soja.

A cadeia produtora se beneficia de maior giro de estoques, reduzindo riscos de sobreoferta no mercado interno. Empresas integradas planejam investimentos em expansão de granjas.

Dados e contexto

ProdutoVolume (mil ton)Receita (US$ bi)Variação volumeVariação receita

| Frango | 510 | 1,2 | +5% | +8% | | Suíno | 65 | 0,18 | +12% | +15% |

Comparado ao acumulado do ano, frango exportou 2,1 milhões de ton (jan-abr), alta de 3% vs 2025. Suínos somam 250 mil ton, +10%. Dados da ABPA alinham com projeções USDA de demanda global crescente até 2027. Embrapa destaca sanidade animal como fator chave.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe tensões comerciais com China e UE, que absorvem 60% dos volumes. Riscos incluem alta do dólar e bloqueios sanitários. Oportunidades surgem em mercados alternativos como Filipinas e México, com potencial de +20% em novos contratos até o fim do ano.

Fontes

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