Gestão

Farmacêutico volta ao campo e amplia granja para mais de 200 mil aves

Diego Campos Vilela deixou a farmácia, retomou a atividade rural da família e transformou a avicultura em um negócio em expansão em Minas Gerais.

01 de novembro de 2026 4 min de leitura
Farmacêutico volta ao campo e amplia granja para mais de 200 mil aves

Diego Campos Vilela deixou a carreira na farmácia para retomar as atividades rurais da família, em Cássia, no sul de Minas Gerais. A decisão levou à criação de uma operação avícola que já aloja cerca de 90 mil aves e está em expansão para superar 200 mil frangos.

O que aconteceu

Filho de produtores rurais, Diego cresceu acompanhando a rotina da propriedade. Depois de sair da região para estudar, formou-se em Farmácia e trabalhou por cerca de dois anos em uma drogaria. O retorno ocorreu após um problema de saúde da mãe, que exigiu sua presença junto à família.

A mudança profissional foi gradual. Diego ainda manteve atividades no setor farmacêutico, incluindo sociedades comerciais, enquanto avaliava o futuro no campo. Com o tempo, percebeu que precisava escolher entre as duas áreas e decidiu concentrar esforços na produção rural.

Em 2012, iniciou a construção da primeira granja. O projeto foi desenvolvido durante um período de grandes compromissos pessoais, que incluíram o casamento e a construção da casa da família. A avicultura passou a ser a principal frente de crescimento da propriedade.

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Por que importa para o agro

A trajetória mostra como a sucessão rural pode envolver profissionais formados e com experiência fora do campo. O retorno de Diego não foi apenas uma escolha pessoal: exigiu planejamento, investimento em instalações e adaptação a uma atividade com controle rigoroso de manejo, ambiência e produtividade.

A expansão também evidencia o papel da integração na avicultura. O produtor precisa administrar estruturas, mão de obra, energia, manutenção e indicadores zootécnicos, enquanto a relação com a integradora organiza etapas como fornecimento de pintinhos, ração, assistência técnica e comercialização.

Para a propriedade familiar, a escala pode diluir custos fixos e aumentar a geração de receita. Em contrapartida, amplia a exposição a despesas com construção, financiamento, energia elétrica e adequações ambientais. A gestão financeira passa a ser tão importante quanto o desempenho dos lotes.

Dados e contexto

  • Localização: Cássia, no interior de Minas Gerais.
  • Início da atividade avícola: 2012.
  • Capacidade atual: aproximadamente 90 mil aves.
  • Capacidade projetada: entre 200 mil e 210 mil aves após a conclusão dos novos aviários.
  • Perfil da operação: negócio familiar em expansão, com acompanhamento técnico e novos galpões em construção.
A avicultura brasileira depende de eficiência em todas as etapas do ciclo. Pequenas variações em conversão alimentar, mortalidade, ganho de peso e intervalo entre lotes podem alterar o resultado econômico. Por isso, a ampliação física precisa vir acompanhada de monitoramento, biosseguridade e manutenção preventiva.

O caso também se relaciona ao desafio da sucessão no campo. A permanência de novas gerações exige oportunidade de renda, acesso a tecnologia e espaço de decisão na propriedade. Quando esses fatores são combinados, a atividade rural pode competir com carreiras urbanas e criar negócios de maior escala.

O que observar daqui para frente

A conclusão dos novos aviários deve elevar a capacidade para mais de 200 mil aves, mas o resultado dependerá da execução do investimento e do controle dos custos operacionais. Eficiência energética, qualidade da cama, ventilação, sanidade e relação com a integradora serão decisivos para transformar o aumento de alojamento em rentabilidade.

Fontes

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