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FMC protocola registro de novo herbicida no Brasil

Rimisoxafen, principal aposta da FMC para recuperar crescimento, entrou no processo regulatório brasileiro, mas ainda não pode ser vendido.

29 de setembro de 2026 4 min de leitura
FMC protocola registro de novo herbicida no Brasil

A FMC protocolou no Brasil o pedido de registro do rimisoxafen, herbicida que a companhia considera uma de suas principais apostas para recuperar crescimento. O processo ocorre cerca de dois meses após a submissão do produto à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A molécula ainda não está autorizada para venda ou uso em nenhum país.

O que aconteceu

O dossiê regulatório foi apresentado às autoridades brasileiras em 28 de setembro de 2026. O protocolo abre a análise técnica do produto, mas não representa uma autorização imediata de comercialização. A FMC prevê buscar aprovação para lançar o herbicida no Brasil e nos Estados Unidos até o fim da década.

O rimisoxafen é descrito pela empresa como o primeiro herbicida com duplo modo de ação. A tecnologia foi desenvolvida para ampliar o controle de plantas daninhas e contribuir para o manejo de populações resistentes a mecanismos já utilizados no campo.

A submissão ocorre em um momento de pressão financeira para a FMC. A fabricante norte-americana enfrenta queda de resultados e avalia alternativas para reorganizar sua operação. Nesse cenário, novos produtos são fundamentais para renovar o portfólio e recuperar margens.

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Por que importa para o agro

A resistência de plantas daninhas reduz a eficiência de herbicidas tradicionais e eleva os custos de produção. Uma molécula com dois mecanismos de ação pode oferecer uma ferramenta adicional para programas de manejo, desde que seja aprovada, tenha eficácia comprovada e seja usada dentro das recomendações técnicas.

Para o produtor brasileiro, o eventual lançamento ampliaria as opções disponíveis em culturas de grande escala, como soja, milho e algodão, dependendo das culturas e dos alvos autorizados no rótulo. A entrada de uma nova tecnologia também pode aumentar a concorrência entre fornecedores de defensivos.

O benefício, porém, não será imediato. O produto precisa passar pelas avaliações regulatórias brasileiras, que envolvem análise de segurança, eficácia agronômica e impacto ambiental. Até a conclusão do processo, não há autorização para uso comercial.

Dados e contexto

  • Produto: rimisoxafen.
  • Empresa: FMC Corporation.
  • Tipo: herbicida com duplo modo de ação.
  • Brasil: segunda submissão regulatória global, após o protocolo nos Estados Unidos em julho de 2026.
  • Status: sem registro para venda ou uso no Brasil e em outros países.
  • Prazo indicado pela empresa: possível comercialização até o fim da década, condicionada às aprovações.
No Brasil, defensivos agrícolas dependem de registro nos órgãos reguladores antes da venda e do uso. O processo considera avaliações do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme a natureza da análise.

A aprovação não depende apenas da novidade da molécula. A empresa precisa apresentar estudos que comprovem eficiência agronômica, segurança para trabalhadores e consumidores e compatibilidade ambiental. O registro também define culturas, doses, alvos biológicos e condições de aplicação.

O que observar daqui para frente

Os principais pontos serão o andamento da análise no Brasil, as culturas incluídas no futuro rótulo e os resultados de campo contra plantas daninhas resistentes. Também será necessário acompanhar o custo da tecnologia e sua posição nos programas de manejo integrado. Até a aprovação oficial, qualquer uso do rimisoxafen permanece irregular.

Fontes

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