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Focos de Newcastle em SC não afetam negociações com a União Europeia

Três focos em granjas catarinenses não devem interferir nas negociações do Brasil para retomar exportações de aves à União Europeia.

30 de outubro de 2026 3 min de leitura
Focos de Newcastle em SC não afetam negociações com a União Europeia

Três focos de doença de Newcastle foram identificados em granjas comerciais de Santa Catarina, mas não devem afetar as negociações do Brasil com a União Europeia. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as ocorrências estão concentradas em uma área de restrição sanitária e são tratadas com medidas de contenção.

O que aconteceu

O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. Os outros dois casos foram identificados em estabelecimentos avícolas de Coronel Freitas e Nova Erechim.

Os três municípios fazem parte da mesma área de restrição, que também inclui Águas Frias. O Mapa determinou a interdição das unidades afetadas, o despovoamento sanitário, a investigação epidemiológica e o controle do trânsito de aves, produtos e materiais na região.

A doença de Newcastle é causada por um vírus que afeta aves domésticas e silvestres. Em criações comerciais, pode provocar mortalidade, queda de desempenho e prejuízos relevantes caso se espalhe para outras propriedades.

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Por que importa para o agro

A confirmação de focos costuma gerar reação imediata dos mercados importadores. Países podem suspender compras de todo o território nacional ou restringir os embarques à região afetada. A diferença tem impacto direto sobre frigoríficos, produtores integrados, fornecedores de insumos e transportadores.

Neste caso, o Mapa informou que a ocorrência não interfere nas negociações em andamento com a União Europeia. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Augusto Billy, afirmou que o bloco discute a retomada do Brasil à lista de fornecedores autorizados por questões relacionadas ao uso de antimicrobianos, e não por causa dos focos de Newcastle.

Dados e contexto

  • Três focos foram registrados em granjas comerciais de Santa Catarina.
  • O primeiro caso ocorreu em Nova Itaberaba; os seguintes, em Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • A área de restrição abrange quatro municípios: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • O Mapa declarou emergência zoossanitária por 60 dias na área afetada.
  • A regionalização sanitária busca limitar bloqueios comerciais à zona de ocorrência, evitando restrições nacionais.
Após o primeiro foco, alguns mercados adotaram medidas mais amplas. A China suspendeu as importações de carne de aves de todo o Brasil. Outros parceiros, como Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá e países da União Europeia, limitaram as restrições aos municípios da área afetada, conforme os entendimentos sanitários aplicados a cada mercado.

O governo estima que a articulação internacional e a regionalização possam evitar perdas potenciais de até US$ 954 milhões por ano. O valor considera o comércio de produtos avícolas que poderia ser afetado por bloqueios abrangentes.

O que observar daqui pra frente

A prioridade é comprovar a contenção dos focos e impedir novas ocorrências fora da área delimitada. Produtores devem reforçar biosseguridade, restringir o acesso às granjas, registrar movimentações e comunicar sinais suspeitos ao serviço veterinário oficial. A evolução da vigilância e as decisões dos importadores definirão a velocidade da normalização comercial.

Fontes

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