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Grandes frigoríficos avançam no TAC da Carne na Amazônia

Auditoria do TAC da Carne mostra até 100% de conformidade entre grandes frigoríficos e reforça pressão por rastreabilidade no boi da Amazônia.

22 de agosto de 2026 3 min de leitura
Grandes frigoríficos avançam no TAC da Carne na Amazônia

Grandes frigoríficos registraram desempenho alto na auditoria do TAC da Carne, com índices que chegaram a 100% de conformidade. O resultado reforça a cobrança por controle da origem do gado e pesa sobre toda a cadeia pecuária na Amazônia Legal.

O que aconteceu

A auditoria analisou o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público Federal para verificar a origem do gado comprado por frigoríficos que atuam na Amazônia Legal. Segundo a apuração da AgFeed, Marfrig, Minerva e FriGol apareceram com 100% de conformidade nos trechos auditados, enquanto a JBS ficou muito perto desse patamar.

No levantamento citado pela reportagem, a JBS teve 97,6% de conformidade entre os animais recebidos de fornecedores diretos. O estudo também mostra que, no conjunto avaliado, a maior parte das empresas signatárias ficou em patamar elevado de regularidade, com destaque para o avanço do setor na checagem documental e socioambiental.

O TAC da Carne foi criado para reduzir o risco de compra de gado associado a desmatamento ilegal, invasão de áreas protegidas, trabalho análogo ao escravo e outras irregularidades. Na prática, ele virou uma das principais referências de controle da pecuária amazônica.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o efeito mais direto é o aumento da pressão por rastreabilidade e regularidade ambiental. Quem vende gado para a indústria precisa comprovar origem, cadastro e conformidade da propriedade, porque o frigorífico passou a ter menos espaço para comprar sem checar.

Para o mercado, o resultado melhora a imagem da carne brasileira em um tema sensível para exportação. A conformidade no TAC ajuda empresas a reduzir risco reputacional e jurídico, principalmente em negociações com compradores que exigem regras ambientais mais rígidas.

Dados e contexto

  • O TAC da Carne é monitorado pelo Ministério Público Federal (MPF).
  • A matéria da AgFeed cita auditoria com mais de 1,7 milhão de animais analisados.
  • O levantamento apontou 7,5% de irregularidades no rebanho auditado.
  • Marfrig, Minerva e FriGol aparecem com 100% de conformidade nos trechos auditados.
  • A JBS registrou 97,6% de conformidade entre fornecedores diretos, segundo a reportagem.
Em paralelo, organizações como Imazon e iniciativas de monitoramento do setor vêm defendendo a ampliação do controle para fornecedores indiretos, ponto que segue como uma das principais fragilidades da pecuária amazônica.

O que observar daqui pra frente

O próximo passo é saber se o bom desempenho dos frigoríficos vai se manter quando o controle avançar para a base da cadeia, especialmente os fornecedores indiretos. Esse é o elo mais difícil de monitorar e onde ainda pode haver gado irregular entrando no sistema. Se a rastreabilidade avançar com mais força, o efeito tende a ser duplo: mais exigência ao produtor e menos espaço para operações fora do padrão.

Fontes

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