Mercado

Granja de Santa Catarina amplia mercado para carne de codorna

Propriedade em Coronel Freitas abate até 16 mil codornas por dia e exporta metade da produção para Japão e Emirados Árabes.

07 de outubro de 2026 3 min de leitura
Granja de Santa Catarina amplia mercado para carne de codorna

Uma propriedade de Coronel Freitas, no oeste de Santa Catarina, transformou a criação de codornas em uma atividade voltada também para o mercado de carnes. O frigorífico abate entre 15 mil e 16 mil aves por dia, e metade da produção segue para exportação.

A iniciativa amplia o uso comercial da codorna, tradicionalmente associada à produção de ovos. A operação atende compradores brasileiros e clientes internacionais, com foco em padronização, escala e regularidade no fornecimento.

O que aconteceu

A granja criou uma estrutura especializada para produzir codornas destinadas ao abate. O volume diário permite manter uma operação contínua e atender diferentes canais de venda, do varejo ao mercado de alimentação fora do lar.

No Brasil, a carne é comercializada principalmente para compradores da Região Sul, de parte do Nordeste e do Distrito Federal. A outra metade da produção é enviada ao exterior, sobretudo para Japão e Emirados Árabes Unidos.

A estratégia combina produção animal, processamento e comercialização. Com o abate realizado na própria cadeia, a propriedade reduz a dependência de intermediários e consegue controlar melhor o padrão do produto entregue aos clientes.

Por que importa para o agro

A atividade mostra uma alternativa de diversificação para a avicultura. Em vez de concentrar a receita apenas nos ovos, o produtor pode explorar também a carne, ampliando o valor gerado por ave e atendendo nichos de consumo com maior especialização.

O caso catarinense também evidencia a importância da escala e da estrutura de inspeção para acessar mercados externos. Exportar exige regularidade, controle sanitário, rastreabilidade e capacidade de cumprir as exigências específicas de cada destino.

Para a cadeia, a abertura de mercados reduz a dependência do consumo doméstico. Ao mesmo tempo, aumenta a exposição a custos de ração, câmbio, fretes e mudanças nas regras sanitárias ou comerciais dos países compradores.

Dados e contexto

  • 15 mil a 16 mil: codornas abatidas diariamente na propriedade.
  • 50%: parcela destinada ao mercado internacional.
  • Principais destinos: Japão e Emirados Árabes Unidos.
  • Mercado interno: Região Sul, parte do Nordeste e Distrito Federal.
  • Base produtiva nacional: o Ministério da Agricultura registrou 15,47 milhões de codornas no levantamento de 2025.
  • Produção de ovos: o MAPA também contabilizou 5,41 milhões de dúzias de ovos de codorna no mesmo material estatístico.
Os números indicam que a cadeia ainda é pequena quando comparada à avicultura de frangos, mas possui espaço para produtos diferenciados. A Embrapa e o IBGE acompanham a evolução da criação e da produção de ovos, enquanto o serviço de inspeção do Ministério da Agricultura é decisivo para habilitar estabelecimentos e manter o acesso a compradores externos.

O que observar daqui para frente

O avanço da carne de codorna dependerá da capacidade de manter oferta regular, custos competitivos e padrão sanitário. Para o produtor, as oportunidades estão na diversificação e nos mercados de maior valor; os principais riscos são a oscilação do preço da ração, a concentração das exportações em poucos destinos e eventuais barreiras comerciais.

Fontes

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