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Grupo Potencial revê plano e amplia investimentos para R$ 6 bilhões até 2030

Grupo Potencial elevou para R$ 6 bilhões o plano de investimentos no Paraná, com foco em etanol de milho, soja e biodiesel.

03 de julho de 2026 3 min de leitura
Grupo Potencial revê plano e amplia investimentos para R$ 6 bilhões até 2030

O Grupo Potencial elevou para R$ 6 bilhões o plano de investimentos no complexo industrial da Lapa, no Paraná. A empresa quer ampliar a produção de etanol de milho, biodiesel e derivados de soja, com conclusão do ciclo agora estimada para 2030 e início de algumas etapas só em 2027.

O movimento importa porque reforça a verticalização no agro e pode ampliar a demanda por milho e soja na região. Também mostra como a indústria de biocombustíveis segue puxando novos aportes mesmo com mudanças no cronograma original.

O que aconteceu

A Potencial revisou para cima o valor total do projeto após ampliar a escala da usina de etanol de milho e da esmagadora de soja ligada à produção de biodiesel. Segundo a empresa, o pacote de investimentos passou a somar cerca de R$ 6 bilhões.

Na usina de etanol, o aporte estimado subiu de R$ 2 bilhões para R$ 3,5 bilhões. A planta deve entrar em operação em três fases, entre 2028 e 2030, até alcançar capacidade total de 1 bilhão de litros por ano.

A segunda etapa da esmagadora de soja deve começar em 2028, com mais R$ 800 milhões em investimentos, levando o total dessa frente a R$ 2,6 bilhões. A companhia também trabalha com a meta de elevar o faturamento anual para R$ 20 bilhões até 2030, ante R$ 12 bilhões no ano passado.

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Por que importa para o agro

O projeto aumenta a demanda industrial por grãos e fortalece a cadeia de soja e milho no Paraná. Na prática, isso pode criar mais competição pela matéria-prima e favorecer produtores com logística eficiente e oferta regular.

Para o setor de biocombustíveis, a expansão reforça a aposta em integração industrial. A mesma estrutura deve gerar etanol, biodiesel, óleo degomado e biogás, o que amplia o aproveitamento da matéria-prima e melhora a rentabilidade da operação.

Dados e contexto

IndicadorValor
Investimento total**R$ 6 bilhões**
Etanol de milho**R$ 3,5 bilhões**
Capacidade de etanol**1 bilhão de litros/ano**
Esmagadora de soja**R$ 2,6 bilhões**
Faturamento projetado**R$ 20 bilhões em 2030**

O complexo industrial ficará na Lapa (PR) e deve consolidar um modelo integrado entre grãos, energia e combustíveis renováveis. Em estimativas divulgadas pelo governo do Paraná, o projeto pode movimentar cerca de R$ 6,3 bilhões por ano em compras de grãos.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar o ritmo real das obras e eventuais mudanças no cronograma, já que parte relevante da expansão foi empurrada para os anos finais da década. Também vale monitorar o impacto sobre preços locais de milho e soja, especialmente em períodos de oferta apertada.

Outro ponto é a execução da infraestrutura industrial e logística, como novas plantas, dutos e tratamento de efluentes. Se o projeto avançar no ritmo esperado, ele pode reforçar a posição do Paraná como polo de agroenergia e gerar efeito em toda a cadeia regional.

Fontes

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