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Indonésia vira 2º maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

Menos de um ano após abrir o mercado, Indonésia já é o segundo maior comprador de miúdos bovinos brasileiros, com mais de 12 mil t exportadas.

22 de junho de 2026 4 min de leitura
Indonésia vira 2º maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

Menos de um ano após a abertura do mercado, a Indonésia já se tornou o segundo maior destino dos miúdos bovinos brasileiros, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões em receitas para o Brasil.[1][2]

O que aconteceu

O Brasil abriu o mercado de miúdos bovinos para a Indonésia recentemente e, em poucos meses, o país passou a figurar entre os principais compradores desse tipo de produto.[1][2] Em volume, a Indonésia já supera vários destinos tradicionais, consolidando-se como cliente estratégico para a indústria brasileira.

De janeiro a maio de 2026, os embarques somaram mais de 12 mil toneladas, com faturamento próximo de US$ 19,5 milhões, segundo dados reportados pelo setor.[2][3][4] O desempenho coloca o mercado indonésio na vice-liderança do ranking de destinos, perdendo apenas para Hong Kong, tradicional hub asiático para miúdos e carnes.[1][2]

O avanço ocorre em um contexto de expansão da demanda por proteínas na Ásia, impulsionada pelo crescimento populacional e aumento de renda. A Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático, tem ampliado importações de produtos cárneos para atender consumo interno em alta.[2]

Por que importa para o agro

Para o produtor e para a indústria, a valorização dos miúdos aumenta o aproveitamento econômico do boi abatido. Ao encontrar mercados dispostos a pagar por itens de menor consumo no Brasil, como certos órgãos e vísceras, o frigorífico melhora a composição da receita e tem mais margem para competir na compra do animal.

Essa diversificação também reduz a dependência de poucos compradores tradicionais, como Hong Kong, Egito e países da América do Sul. Ao adicionar a Indonésia como grande cliente, o Brasil ganha resiliência comercial e mais poder de barganha em negociações internacionais, com reflexos positivos na cadeia de pecuária de corte.

Dados e contexto

IndicadorResultado aproximado

| Posição da Indonésia no ranking | 2º maior destino de miúdos bovinos brasileiros[1][2] | | Período analisado | Janeiro a maio de 2026[2] | | Volume exportado ao país | Mais de 12 mil toneladas[2][3] | | Receita gerada | Cerca de US$ 19,5 milhões[2][4][5] | | Principal destino global | Hong Kong permanece na liderança[1][2] |

Os dados de comércio exterior costumam ser compilados por Secex/ME, MAPA e analisados por instituições como ABIEC e veículos especializados em agronegócio. Esses números mostram que os miúdos, antes vistos como subprodutos de menor valor, têm ganhado peso nas estatísticas de exportação brasileiras.

Nos últimos anos, a pauta exportadora da carne bovina se sofisticou, com maior segmentação por cortes, produtos industrializados e aproveitamento de partes do animal antes pouco exploradas. A abertura de novos mercados, como Indonésia e outros países asiáticos, tende a ampliar essa tendência, gerando ganhos adicionais sem necessidade imediata de aumento do abate.

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar a evolução das habilitações sanitárias, eventuais mudanças nas exigências da Indonésia e a competitividade frente a outros fornecedores globais. Se o país mantiver ou aumentar o ritmo de compras, abre-se espaço para melhor remuneração da carcaça como um todo e para novos investimentos em processamento e logística de miúdos voltados ao mercado asiático.

Fontes

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