Manejo

Inmet alerta para queda de temperatura em 12 estados e no DF

Massa de ar frio derruba temperaturas em 12 estados e no DF, elevando risco de geadas e afetando lavouras de inverno e pastagens.

03 de junho de 2026 4 min de leitura
Inmet alerta para queda de temperatura em 12 estados e no DF

Uma massa de ar frio avança pelo país e levou o Inmet a emitir alerta de queda de temperatura para 12 estados e o Distrito Federal, com previsão de frio mais intenso entre o Centro-Sul e partes do Sudeste e Centro-Oeste. O aviso inclui risco de valores abaixo da média, com potencial de geadas pontuais em áreas de maior altitude, o que acende o sinal de atenção para lavouras de inverno, pastagens e bem-estar animal.

O que aconteceu

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso meteorológico de queda acentuada de temperatura associada à entrada de uma massa de ar frio de origem polar, que se espalha após a passagem de uma frente fria pelo Centro-Sul do Brasil.[4] A mudança favorece noites mais frias e maior amplitude térmica diária, principalmente em áreas de produção agrícola do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

O alerta abrange 12 estados e o Distrito Federal, com períodos de vigência que variam conforme a intensidade da massa de ar frio em cada região. Em algumas áreas, a previsão indica temperatura mínima próxima ou abaixo dos 5 °C em pontos de serra e planalto, cenário típico de risco de geada fraca em culturas mais sensíveis.

Para o Inmet, a entrada do ar frio também vem após dias de tempo mais seco em faixas do interior, o que reforça a perda de calor noturna e pode intensificar o resfriamento ao amanhecer.[4][5] Produtores devem acompanhar os avisos atualizados, já que pequenos ajustes na posição da massa de ar frio podem mudar a área de maior impacto.

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Por que importa para o agro

A queda de temperatura em período de desenvolvimento de trigo, aveia, cevada e demais culturas de inverno aumenta o risco de perdas em áreas suscetíveis à geada, especialmente em baixadas e regiões de altitude. Em zonas de segunda safra, como milho safrinha tardio, o frio mais forte no enchimento de grãos pode reduzir produtividade, caso haja geada localizada.

Na pecuária, o frio exige atenção ao bem-estar animal, sobretudo em sistemas a pasto e em regiões onde o pasto já vem sofrendo com a estiagem. O resfriamento intenso, combinado com baixa umidade, pode favorecer queda na qualidade das forragens e aumentar a necessidade de suplementação, além de elevar o risco de doenças respiratórias em bovinos, aves e suínos.

Dados e contexto

Em ondas de frio recentes, o Inmet e a Embrapa registraram impactos relevantes sobre o agro:

  • Geadas em culturas de inverno no Sul chegaram a comprometer até 20% de áreas pontuais em anos de frio mais intenso, segundo análises técnicas da Embrapa Trigo.
  • Temperaturas mínimas inferiores a 3 °C em baixadas são consideradas de alto risco para milho em estádio reprodutivo.
  • O Inmet indica que massas de ar frio mais fortes tendem a avançar pelo Centro-Sul entre junho e agosto, período de maior probabilidade de geadas agrícolas.[4]
Na pecuária de corte e leite, estudos da Embrapa Gado de Leite mostram que quedas bruscas de temperatura podem reduzir o consumo de matéria seca e afetar produção de leite, se não houver ajuste de manejo. Além disso, o frio seco aumenta a chance de incêndios em pastagens degradadas, principalmente quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30% em parte do Centro-Oeste e Sudeste.[1][2]

Para monitorar, produtores podem usar os avisos diários de geada do Inmet, os boletins regionais da Embrapa e as previsões do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE). A combinação dessas fontes ajuda a planejar colheita, plantio escalonado e proteção de áreas mais sensíveis.

O que observar daqui pra frente

Nos próximos dias, o ponto-chave para o campo é acompanhar a intensidade do frio na madrugada e a possibilidade de geadas em baixadas, ajustando manejo de irrigação, colheita e proteção de áreas jovens. Na pecuária, vale planejar suplementação estratégica, abrigos para animais mais sensíveis e manejo de pastagens, além de seguir os avisos atualizados do Inmet para reagir rápido a novas incursões de ar frio ou reforço da massa polar.

Fontes

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