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Inmet prevê frio intenso no Sudeste e geada em áreas do Sul

Massa de ar frio derruba temperaturas no Sul e Sudeste, aumenta risco de geada e exige atenção redobrada de produtores rurais nos próximos dias.

19 de junho de 2026 4 min de leitura
Inmet prevê frio intenso no Sudeste e geada em áreas do Sul

Uma massa de ar frio derruba as temperaturas no Sul e Sudeste e eleva o risco de geada em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e áreas serranas de São Paulo e Minas Gerais, segundo o Inmet. A mudança de tempo afeta diretamente lavouras de inverno, pastagens e o conforto térmico dos animais, exigindo planejamento rápido do produtor.

O que aconteceu

O Inmet emitiu alertas para frio intenso e possibilidade de geada em áreas do Sul, especialmente em regiões de serra do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do sul do Paraná.[1] As manhãs devem ser geladas, com termômetros próximos de 0 °C em vários pontos, e até abaixo de zero nas áreas mais altas.[1][2]

No Sudeste, a previsão indica mínimas em torno de 4 °C em regiões serranas de São Paulo e Minas Gerais, com possibilidade de geada fraca e isolada em baixadas.[1] Apesar das madrugadas e manhãs muito frias, a atmosfera tende a estabilizar ao longo do dia, permitindo leve elevação das temperaturas à tarde.[1][3]

O cenário é resultado da atuação de uma massa de ar frio de origem polar, que se espalha pelo centro-sul do Brasil e mantém a sensação de inverno mais rigoroso por vários dias, com repercussão também em parte do Centro-Oeste.[3][4]

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Por que importa para o agro

A combinação de temperaturas próximas de 0 °C e geada ameaça culturas sensíveis em desenvolvimento, como hortaliças, café em áreas de baixada, cana-de-açúcar recém-brotada e milho safrinha em estágios finais. Pastagens de inverno também podem sofrer queima de folhas, reduzindo oferta de forragem.

Para a pecuária, o frio intenso eleva o gasto energético dos animais, reduz ganho de peso e pode aumentar a mortalidade de animais jovens se não houver abrigo adequado. Na produção de leite, a queda de temperatura sem manejo adequado de cama, água e alimentação tende a reduzir produtividade.

Dados e contexto

Diversos órgãos e serviços de meteorologia vêm indicando maior frequência de ondas de frio mais intensas neste inverno no Brasil, com impacto direto no setor agropecuário.[3][4][5]

Indicador climáticoSituação prevista para os próximos dias

| Temperaturas mínimas no Sul | Próximas ou abaixo de 0 °C em áreas de serra[1][2] | | Geada no Sul | Risco de geada em RS, SC e PR, especialmente em baixadas[1][2] | | Mínimas no Sudeste | Em torno de 4 °C em áreas serranas de SP e MG[1] | | Duração do frio | Vários dias de madrugadas geladas, com tardes mais amenas[1][2][3] | | Massa de ar polar | Atuação sobre Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste[3][4] |

Segundo a Embrapa, episódios de geada podem reduzir fortemente a produtividade de culturas sensíveis quando ocorrem em fases de floração e enchimento de grãos. Já o Ministério da Agricultura (MAPA) recomenda que produtores considerem o risco climático na escolha de cultivares e janelas de plantio, especialmente em regiões com histórico de geadas tardias.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar diariamente os boletins do Inmet e de serviço local de meteorologia, com atenção especial a áreas de baixada, onde o frio se concentra e a geada é mais provável. Medidas como irrigação anti-geada em culturas de maior valor, uso de cobertura morta, proteção de mudas e reforço de abrigo e nutrição de animais podem reduzir perdas e aproveitar o frio apenas como aliado no controle de pragas e doenças, sem comprometer a produção.

Fontes

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