Gestão

Irmãos retomam sítio da família e ganham escala na criação de frangos

Ronaldo e Rogério deixaram a aposentadoria, retomaram o Sítio Dois Irmãos em Nuporanga (SP) e profissionalizaram a criação de frangos, garantindo renda e sucessão familiar.

28 de junho de 2026 4 min de leitura
Irmãos retomam sítio da família e ganham escala na criação de frangos

Ronaldo e Rogério Cano deixaram a aposentadoria de lado para voltar ao Sítio Dois Irmãos, em Nuporanga (SP), e impedir que a propriedade fosse vendida. Ao apostar na criação de frangos em sistema integrado, profissionalizaram a gestão, modernizaram estruturas e transformaram o legado da família em uma fonte consistente de renda no campo.

O que aconteceu

Depois de quase 40 anos longe do campo, os irmãos decidiram reassumir o sítio herdado dos pais, que estava prestes a sair da família. A alternativa encontrada foi investir em avicultura, atividade com fluxo de caixa previsível e forte demanda no estado de São Paulo.[3]

Eles construíram aviários modernos, adequados às exigências das integradoras, e passaram a trabalhar com lotes sucessivos de frangos de corte. Com manejo padronizado, controle de ambiência e nutrição ajustada, o sítio saiu de uma produção pequena e pouco organizada para um modelo empresarial de avicultura familiar.[3]

O retorno à atividade no campo envolveu reorganizar a rotina da família, dividir funções entre os irmãos e adotar controles simples de custos e produtividade. A mudança permitiu recuperar o patrimônio, garantir renda mensal e criar perspectivas de continuidade para as próximas gerações.[3]

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Por que importa para o agro

A história mostra como pequenas propriedades podem se manter viáveis ao apostar em integração com a indústria de frango de corte, modelo dominante em estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, segundo dados do setor de aves e suínos.[2]

Para produtores em regiões com acesso a integradoras, a avicultura oferece contratos previsíveis, menor exposição à volatilidade de preços de grãos e carne e possibilidade de uso mais intensivo de áreas menores. É uma alternativa concreta para famílias que querem evitar a venda da terra e organizar a sucessão familiar.[9]

Dados e contexto

Segundo a Embrapa, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do mundo, com participação relevante da avicultura integrada de pequenos e médios produtores.[9]

A Conab aponta que o consumo interno de carne de frango é um dos mais altos entre proteínas animais, sustentando demanda contínua por lotes ao longo do ano.[9]

No modelo adotado pelos irmãos:

  • A integradora fornece pintinhos, ração e assistência técnica.
  • O produtor entra com infraestrutura, mão de obra e manejo diário.
  • A remuneração é vinculada a desempenho de conversão alimentar e taxa de mortalidade.
Esse formato reduz risco de mercado para o produtor, mas exige gestão rigorosa de ambiência, sanidade e custos operacionais. Casos como o dos irmãos Vambommel, em avicultura familiar, mostram que quem domina indicadores técnicos consegue melhorar renda sem ampliar área.[9]

Ponto-chaveImpacto na propriedade
Integração com indústriaRenda mais previsível, menor risco de preço
Modernização de aviárioMelhor desempenho, menos perdas
Gestão familiar organizadaSucessão mais estruturada

O que observar daqui pra frente

Produtores que avaliam a avicultura como saída para manter o sítio na família precisam analisar acesso a integradoras, capacidade de investimento em infraestrutura e perfil de mão de obra. Com planejamento financeiro, atenção a normas de bem-estar animal e acompanhamento técnico, histórias como a do Sítio Dois Irmãos indicam que a retomada do campo pode ser economicamente viável e fortalecer a sucessão familiar.

Fontes

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