Irmãos retomam sítio da família e ganham escala na criação de frangos
Ronaldo e Rogério deixaram a aposentadoria, retomaram o Sítio Dois Irmãos em Nuporanga (SP) e profissionalizaram a criação de frangos, garantindo renda e sucessão familiar.

Ronaldo e Rogério Cano deixaram a aposentadoria de lado para voltar ao Sítio Dois Irmãos, em Nuporanga (SP), e impedir que a propriedade fosse vendida. Ao apostar na criação de frangos em sistema integrado, profissionalizaram a gestão, modernizaram estruturas e transformaram o legado da família em uma fonte consistente de renda no campo.
O que aconteceu
Depois de quase 40 anos longe do campo, os irmãos decidiram reassumir o sítio herdado dos pais, que estava prestes a sair da família. A alternativa encontrada foi investir em avicultura, atividade com fluxo de caixa previsível e forte demanda no estado de São Paulo.[3]
Eles construíram aviários modernos, adequados às exigências das integradoras, e passaram a trabalhar com lotes sucessivos de frangos de corte. Com manejo padronizado, controle de ambiência e nutrição ajustada, o sítio saiu de uma produção pequena e pouco organizada para um modelo empresarial de avicultura familiar.[3]
O retorno à atividade no campo envolveu reorganizar a rotina da família, dividir funções entre os irmãos e adotar controles simples de custos e produtividade. A mudança permitiu recuperar o patrimônio, garantir renda mensal e criar perspectivas de continuidade para as próximas gerações.[3]
Por que importa para o agro
A história mostra como pequenas propriedades podem se manter viáveis ao apostar em integração com a indústria de frango de corte, modelo dominante em estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, segundo dados do setor de aves e suínos.[2]
Para produtores em regiões com acesso a integradoras, a avicultura oferece contratos previsíveis, menor exposição à volatilidade de preços de grãos e carne e possibilidade de uso mais intensivo de áreas menores. É uma alternativa concreta para famílias que querem evitar a venda da terra e organizar a sucessão familiar.[9]
Dados e contexto
Segundo a Embrapa, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do mundo, com participação relevante da avicultura integrada de pequenos e médios produtores.[9]
A Conab aponta que o consumo interno de carne de frango é um dos mais altos entre proteínas animais, sustentando demanda contínua por lotes ao longo do ano.[9]
No modelo adotado pelos irmãos:
- A integradora fornece pintinhos, ração e assistência técnica.
- O produtor entra com infraestrutura, mão de obra e manejo diário.
- A remuneração é vinculada a desempenho de conversão alimentar e taxa de mortalidade.
| Ponto-chave | Impacto na propriedade |
|---|---|
| Integração com indústria | Renda mais previsível, menor risco de preço |
| Modernização de aviário | Melhor desempenho, menos perdas |
| Gestão familiar organizada | Sucessão mais estruturada |
O que observar daqui pra frente
Produtores que avaliam a avicultura como saída para manter o sítio na família precisam analisar acesso a integradoras, capacidade de investimento em infraestrutura e perfil de mão de obra. Com planejamento financeiro, atenção a normas de bem-estar animal e acompanhamento técnico, histórias como a do Sítio Dois Irmãos indicam que a retomada do campo pode ser economicamente viável e fortalecer a sucessão familiar.
Fontes
- Canal Rural – Irmãos desistem da aposentadoria para salvar legado da família e lucram com a criação de frangos
- Canal Rural – Avicultura familiar: como os irmãos Vambommel honram o legado dos pais na atividade
- Embrapa – Dados sobre avicultura de corte no Brasil
- Conab – Indicadores de consumo de carne de frango no Brasil
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