Tecnologia

Irrigashow leva tecnologia de irrigação a 5 mil visitantes em Paranapanema

Feira Irrigashow reúne 5 mil pessoas e 60 expositores em Paranapanema, reforçando o papel da irrigação tecnológica na produtividade do agro paulista.

31 de agosto de 2026 4 min de leitura
Irrigashow leva tecnologia de irrigação a 5 mil visitantes em Paranapanema

A 14ª Irrigashow reuniu cerca de 5 mil visitantes entre 26 e 28 de agosto, em Campos de Holambra, distrito de Paranapanema (SP), consolidando o evento como uma das principais vitrines da agricultura irrigada no país.[1][6] Com programação de palestras, demonstrações de campo e exposição de tecnologias, a feira aproximou produtores, empresas e pesquisadores em torno de soluções para produtividade e uso eficiente da água.[1][6]

O que aconteceu

A Irrigashow 2026 foi realizada em três dias, com foco em irrigação, manejo de solo e tecnologias digitais aplicadas ao campo.[1] Mais de 60 expositores apresentaram máquinas, sistemas de irrigação, sensores, softwares de monitoramento e serviços de consultoria voltados ao produtor que busca intensificar o uso da área com segurança hídrica.[1][7]

Além do parque de máquinas e equipamentos, a programação incluiu palestras técnicas e painéis sobre manejo da água, energia, fertirrigação e estratégias para enfrentar estiagens e eventos climáticos extremos.[1][6] A feira é organizada pela ASPIPP (Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e de Plantio na Palha), referência nacional em agricultura irrigada e conservação de solo na região.[6][9]

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Por que importa para o agro

A expansão da irrigação é um dos principais vetores de aumento de produtividade na agricultura brasileira, especialmente em grãos, hortaliças e frutas. Segundo a Embrapa, áreas irrigadas podem produzir até duas a três vezes mais que áreas de sequeiro, com maior estabilidade de produção entre safras.[Embrapa] Eventos como a Irrigashow aceleram a adoção de tecnologias que ajudam o produtor a reduzir perdas por falta de chuva e melhorar o planejamento de plantio.

Para o agro paulista, a feira reforça o papel do sudoeste do estado como polo de agricultura irrigada, conectado a cadeias de grãos, cana, hortaliças e pecuária de corte. A presença de empresas, universidades e instituições de pesquisa estreita a relação entre inovação, crédito e assistência técnica, abrindo espaço para projetos de irrigação mais eficientes em água e energia, alinhados às demandas de sustentabilidade e rastreabilidade.

Dados e contexto

Segundo a organização, a edição de 2026 da Irrigashow contou com 5 mil visitantes e 60 expositores, número superior ao de anos anteriores, quando a feira recebia cerca de mil visitantes e 40 empresas.[1][9]

Instituições como Embrapa e MAPA apontam que:

  • O Brasil possui cerca de 8,2 milhões de hectares irrigados, com potencial de expansão para mais de 30 milhões.[Embrapa]
  • A irrigação responde por parcela relevante da produção de alimentos, fibras e bioenergia, com forte presença em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.[MAPA]
  • O uso racional da água, com medição e automação, é apontado como eixo central para conciliar produtividade e segurança hídrica.[Embrapa][MAPA]
No sudoeste paulista, a ASPIPP atua há anos na difusão do plantio direto na palha, reservação de água em pequenas barragens e manejo integrado de bacias, práticas que ajudam a garantir disponibilidade de água para sistemas pressurizados como pivô central, gotejamento e aspersão.[9] Esse conjunto de técnicas vem sendo usado como referência em projetos de irrigação em outras regiões.

O que observar daqui pra frente

Para o produtor, o movimento visto na Irrigashow indica tendência clara: projetos de irrigação mais tecnificados e integrados a dados, com controle de lâmina, energia e fertirrigação em tempo real. A oportunidade está em aproveitar linhas de crédito específicas para irrigação e programas de apoio técnico, enquanto o risco recai sobre quem retardar a adoção de tecnologias em regiões com maior irregularidade de chuva, perdendo competitividade em produtividade, qualidade e estabilidade de entrega.

Fontes

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