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Japão compra mais de 535 mil t de soja de Mato Grosso em 2025

Complexo soja de MT embarca 535,34 mil toneladas para o Japão em 2025 e fatura quase US$ 194 milhões, reforçando parceria estratégica no agro.

29 de junho de 2026 4 min de leitura
Japão compra mais de 535 mil t de soja de Mato Grosso em 2025

Mato Grosso embarcou 535,34 mil toneladas de soja em grão e farelo para o Japão em 2025, gerando US$ 193,96 milhões em receita, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)[1][3]. O volume consolida o país asiático como parceiro relevante do agro mato-grossense e abre espaço para ampliar negócios com outras proteínas.

O que aconteceu

Em 2025, o Japão comprou de Mato Grosso 311,94 mil toneladas de farelo de soja, com receita de US$ 105,35 milhões[1][3]. O produto segue como insumo importante para a indústria de rações e para a cadeia de proteína animal japonesa.

As exportações de soja em grão somaram 223,40 mil toneladas, movimentando US$ 88,61 milhões[1][2]. Somados, grãos e farelo chegaram a 535,34 mil toneladas embarcadas para o mercado japonês, com faturamento de US$ 193,96 milhões em 2025[1][3].

O desempenho foi divulgado com base em dados oficiais da Secex, trabalhados pelo Imea, reforçando a rastreabilidade estatística e a transparência do fluxo comercial entre Mato Grosso e Japão[1][3].

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Por que importa para o agro

Para o produtor de soja de Mato Grosso, a presença ativa do Japão como comprador adiciona diversificação de demanda além da China e da União Europeia, reduzindo parte do risco de concentração de mercado e ajudando a sustentar preços em anos de maior oferta[1][3]. A indústria esmagadora local também ganha fôlego com o embarque de farelo, elevando margens sobre o processamento.

No médio prazo, o movimento cria base para novas agendas comerciais, como ampliação de vendas de carne bovina e outros derivados, já que o complexo soja é peça central na alimentação animal[3][4]. Quem está na ponta da produção passa a ter mais argumentos para investir em produtividade, logística e certificações, mirando contratos de longo prazo com compradores japoneses.

Dados e contexto

Os números consolidados mostram o peso do farelo na relação comercial:

ProdutoVolume (mil t)Receita (US$ milhões)

| Farelo de soja | 311,94 | 105,35 | | Soja em grão | 223,40 | 88,61 | | Total complexo soja | 535,34 | 193,96 |

De acordo com o Imea, os dados são da Secex, responsável pelo registro oficial das exportações brasileiras[1][3]. Mato Grosso segue como principal produtor de soja do país, e a saída para o Japão se soma aos volumes destinados à China, principal destino global do grão, e a mercados da Europa e do Oriente Médio.

Informações de outros veículos especializados, como Notícias Agrícolas e Primeira Página, confirmam os mesmos volumes e valores, indicando consistência estatística entre as fontes[2][3]. Isso ajuda o setor a planejar estratégias de comercialização, considerando o Japão como mercado estável e com forte exigência de qualidade.

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar a evolução da demanda japonesa por farelo e grãos, bem como possíveis avanços em protocolos sanitários e acordos para carne bovina, que já aparece como alvo para ampliação da pauta exportadora[3][4]. Investimentos em logística, armazenagem e certificações podem ser diferenciais para manter e expandir o espaço de Mato Grosso nesse mercado de alto valor agregado.

Fontes

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