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JBS e Viva unem operações e criam gigante global do couro

Joint venture JBS Viva nasce com 31 fábricas e capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano, reforçando a integração da cadeia da carne.

20 de setembro de 2026 4 min de leitura
JBS e Viva unem operações e criam gigante global do couro

A JBS fechou acordo definitivo com a Viva Holding para criar a JBS Viva, nova empresa que reúne parte das operações de couro dos dois grupos e nasce com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano. A joint venture consolida 31 fábricas em seis países e mais de 11 mil funcionários, ampliando a escala e a integração da cadeia da carne bovina.[1][2][9][14]

O que aconteceu

JBS e Viva Holding combinaram seus negócios de produção, processamento e comercialização de couro em uma nova companhia, batizada de JBS Viva, com participação acionária dividida em 50% para cada grupo.[1][3][9][14]

O acordo inclui também a fabricação e venda de produtos químicos usados no curtimento, criando uma estrutura verticalizada que vai do couro cru até acabamentos para a indústria calçadista, automotiva e moveleira.[1][3]

A operação consolida 31 fábricas distribuídas no Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, com mais de 11 mil colaboradores e capacidade anual superior a 20 milhões de unidades de couro processadas, posicionando a JBS Viva como líder global do setor.[2][7][10][13][14]

Por que importa para o agro

O couro é um dos principais subprodutos da pecuária de corte, com impacto direto na rentabilidade do boi abatido. Uma gigante integrada como a JBS Viva tende a aumentar a captura de valor sobre o couro, influenciando políticas de bonificação e descontos aplicados pelos frigoríficos aos pecuaristas.[2][7][13][14]

Com maior escala, presença internacional e carteira de clientes diversificada, a nova empresa fortalece a posição do Brasil na exportação de couro e derivados. Isso pode ampliar a demanda por matéria-prima bovina, reforçando a importância da qualidade do couro (marcas, manejo, nutrição, manejo sanitário) como diferencial competitivo na fazenda.[2][7][9][13]

Dados e contexto

IndicadorJBS Viva
Capacidade de processamento**> 20 milhões de couros/ano**
Número de fábricas**31 unidades industriais**
Colaboradores**> 11 mil funcionários**
Países de atuaçãoBrasil, Itália, Uruguai, Argentina, México, Vietnã
Participação societária50% JBS • 50% Viva Holding

A JBS já é uma das maiores processadoras de proteína animal do mundo, com forte presença na pecuária bovina brasileira, que responde por parcela relevante das exportações agrícolas do país segundo dados compilados por MAPA e Embrapa para proteína animal e couro.[2][8][13]

O mercado global de couro tem forte ligação com setores como calçados, automóveis e móveis. Com a joint venture, a JBS Viva passa a disputar espaço com grandes players internacionais, aproveitando a oferta de couro bovino oriundo de rebanhos brasileiros, que superam 220 milhões de cabeças segundo o IBGE em suas últimas estimativas.[2][13]

A consolidação em couros ocorre em paralelo ao movimento de agregação de valor na cadeia da carne, observado em relatórios de mercado da Conab e do USDA para o complexo carnes e seus subprodutos, que apontam aumento da relevância de produtos industrializados e acabados na pauta exportadora.[2][7][13]

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar se a maior escala da JBS Viva se traduzirá em programas de qualidade de couro, bonificações por carcaças sem marcas e contratos específicos para fazendas com manejo cuidadoso, além de possíveis mudanças na negociação com frigoríficos em regiões onde a empresa concentrar sua compra de gado. No mercado, vale monitorar o impacto dessa consolidação sobre preços de couro verde e curtido, acordos com grandes montadoras e fabricantes de calçados e uma eventual ampliação da capacidade industrial em novos polos pecuários do Brasil.

Fontes

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