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Sapezal desbanca Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

Sorriso (MT) perde, após seis anos, o topo do valor de produção agrícola; Sapezal (MT) assume a liderança, seguida por São Desidério (BA), segundo IBGE.

20 de setembro de 2026 4 min de leitura
Sapezal desbanca Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

Sorriso (MT), conhecida como capital do agro, deixou de ser o município com maior valor de produção agrícola do país em 2025, após seis anos consecutivos no topo. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal do IBGE, a liderança passou para Sapezal (MT), enquanto São Desidério (BA) ficou em segundo lugar. A mudança redesenha o mapa do agronegócio e sinaliza novas forças regionais na geração de renda no campo.

O que aconteceu

O ranking do IBGE para 2025 mostra que Sapezal assumiu a primeira posição em valor de produção agrícola, com cerca de R$ 8,6 bilhões, impulsionada principalmente pelo cultivo de algodão em larga escala.[5][6] São Desidério, no Oeste da Bahia, aparece em segundo lugar, sustentado por uma forte base de soja e outros grãos.[1][3]

Sorriso, que liderou o ranking nacional por seis anos seguidos, caiu para a terceira colocação, com aproximadamente R$ 8,16 bilhões gerados pela agricultura.[5][7] A principal explicação técnica é a criação do município de Boa Esperança do Norte (MT), que incorporou parte da área produtiva antes contabilizada em Sorriso, afetando diretamente o valor total atribuído ao município no levantamento oficial.[5][9]

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Por que importa para o agro

A mudança de liderança não significa queda brusca de produção, mas altera a geografia econômica do agro e a percepção de investidores, indústrias e serviços que orbitam os polos agrícolas. Municípios líderes em valor de produção tendem a atrair mais armazéns, esmagadoras, usinas, tradings, concessionárias de máquinas e crédito rural estruturado, o que impacta diretamente o custo operacional do produtor.

Para quem está em Sorriso, o recuo no ranking reforça a necessidade de gestão fina de custos e diversificação de culturas e receitas, já que parte da área produtiva passou a outro município e pode reorganizar fluxos de logística e tributação local. Para produtores em Sapezal e São Desidério, a nova posição consolida esses municípios como hubs regionais de serviços e investimentos, elevando o potencial de valorização de terras e de expansão de tecnologia no campo.

Dados e contexto

O levantamento da Produção Agrícola Municipal do IBGE para 2025 traz a nova configuração entre os líderes do agro brasileiro:[1][3][5]

MunicípioEstadoPosição 2025Valor de produção (aprox.)Principal cultura

| Sapezal | MT | 1º | R$ 8,6 bi | Algodão | | São Desidério | BA | 2º | — | Soja e grãos | | Sorriso | MT | 3º | R$ 8,16 bi | Soja |

Sapezal já vinha em trajetória de crescimento, ocupando o terceiro lugar em 2024 e chegando à liderança em 2025.[3] O município tem cerca de 32 mil habitantes e base produtiva altamente mecanizada e voltada ao algodão, cultura de maior valor agregado por hectare.[2][4]

No caso de Sorriso, a perda da liderança está ligada à decisão do STF que viabilizou a instalação de Boa Esperança do Norte em 1º de janeiro de 2025, redistribuindo território e parte da área agrícola antes registrada como de Sorriso.[5][9][12] Mesmo assim, o município segue entre os maiores produtores de soja do país e permanece no pódio do valor de produção.

Em nível nacional, a produção agrícola total superou R$ 927 bilhões em 2025, consolidando o agro como um dos principais motores da economia brasileira, de acordo com o IBGE e divulgação da Agência Brasil.[4][11]

O que observar daqui pra frente

Para o produtor, o recado é claro: o ranking reflete não apenas volume colhido, mas também valor por cultura, uso de tecnologia e mudanças administrativas no mapa municipal. A tendência é de maior protagonismo de polos altamente especializados, como Sapezal no algodão e São Desidério na soja, enquanto cidades tradicionais como Sorriso precisam reforçar eficiência, diversificação e planejamento de longo prazo em logística, armazenagem e negociação comercial.

Fontes

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