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Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre o Roundup

Júri do Missouri rejeitou alegações de três mulheres que associavam o herbicida Roundup a casos de linfoma não Hodgkin.

01 de novembro de 2026 3 min de leitura
Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre o Roundup

Um júri do Missouri, nos Estados Unidos, decidiu a favor da Bayer em um processo movido por três mulheres que associaram o uso do herbicida Roundup ao desenvolvimento de linfoma não Hodgkin. A decisão reduz a pressão sobre a empresa em milhares de ações semelhantes e ocorre após uma decisão recente da Suprema Corte americana sobre os rótulos do produto.

O que aconteceu

O julgamento foi realizado em St. Louis e envolveu Theresa Aretino, Cynthia Fernandez e Betty Larkin. As autoras afirmaram que utilizaram o Roundup regularmente e desenvolveram câncer no sistema linfático após a exposição ao produto, fabricado pela Monsanto, empresa controlada pela Bayer.

Por unanimidade, os jurados rejeitaram as alegações de que o herbicida tinha defeito de projeto, não deveria ser comercializado e foi promovido de forma fraudulenta. Também foram rejeitadas acusações relacionadas a negligência da fabricante.[1][2]

Por que importa para o agro

A decisão fortalece a estratégia jurídica da Bayer nos Estados Unidos, onde a companhia enfrenta dezenas de milhares de processos relacionados ao Roundup. O resultado também pode influenciar negociações de acordos e reduzir o risco de novas indenizações elevadas em julgamentos futuros.

Para produtores, o caso mantém o foco sobre a segurança do glifosato, princípio ativo associado ao Roundup. A decisão judicial não representa uma autorização regulatória global nem elimina diferenças entre as regras dos Estados Unidos, do Brasil e de outros mercados.

O impacto comercial depende principalmente de decisões regulatórias, registros de produtos e exigências de uso. No Brasil, a avaliação de agrotóxicos envolve órgãos como Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conforme a finalidade de cada análise.

Dados e contexto

  • Partes do processo: três mulheres contra a Monsanto, subsidiária da Bayer.
  • Produto citado: Roundup, herbicida à base de glifosato.
  • Doença alegada: linfoma não Hodgkin.
  • Tribunal: Missouri, nos Estados Unidos.
  • Resultado: vitória unânime da defesa em acusações de defeito de projeto, fraude e negligência.[2][5]
  • Contexto jurídico: a Suprema Corte dos EUA decidiu anteriormente que ações baseadas exclusivamente na ausência de advertência sobre câncer no rótulo enfrentam restrições quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA) não exige esse alerta.[3][4]
A Bayer informou que continuará defendendo a segurança de seus herbicidas à base de glifosato. A empresa ainda aguarda uma decisão separada sobre uma proposta de acordo estimada em US$ 7,25 bilhões para encerrar parte dos processos nos Estados Unidos.[3]

O julgamento de Missouri foi o primeiro teste em tribunal após a decisão da Suprema Corte. Por isso, o resultado pode ser usado pela companhia nas negociações e na defesa de casos que apresentem argumentos semelhantes.

O que observar daqui pra frente

O principal ponto será a evolução do acordo proposto pela Bayer e o comportamento de novos tribunais americanos. Também será necessário acompanhar avaliações da EPA e dos órgãos reguladores de outros países. Para o produtor, a medida prática é seguir a bula, usar equipamentos de proteção e respeitar intervalo, dose e condições de aplicação definidos no registro do produto.

Fontes

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