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Leslie González: a mente por trás da IA da Solinftec e de mundos de fantasia

Criadora da IA Alice, da Solinftec, Leslie González concilia desenvolvimento de tecnologia para o agro com carreira de escritora de fantasia.

30 de maio de 2026 4 min de leitura
Leslie González: a mente por trás da IA da Solinftec e de mundos de fantasia

Fundadora da Solinftec e criadora da IA Alice, Leslie González é uma das principais responsáveis por levar inteligência artificial ao dia a dia de milhares de produtores no Brasil e em outros países. Ao mesmo tempo, mantém uma segunda carreira como escritora de fantasia, com três livros publicados na Espanha, mostrando como tecnologia de ponta e imaginação podem caminhar juntas.

O que aconteceu

Leslie González, engenheira de origem mexicana, ajudou a tirar do papel a Solinftec, uma das agtechs mais relevantes do mundo em soluções digitais para o agro. Na empresa, ela liderou o desenvolvimento da Alice, assistente de IA que integra dados de máquinas, clima e operações para apoiar decisões em tempo real no campo.[1]

A executiva, porém, tem uma “vida dupla”: além da rotina intensa com algoritmos, dados e times de desenvolvimento, escreve romances de fantasia. Já são três livros publicados no mercado editorial espanhol, com enredos cheios de personagens e mundos mágicos, construídos em paralelo ao trabalho com sistemas de IA embarcados em fazendas.[1]

Leslie relata que o hábito de criar histórias ajuda a pensar produtos de tecnologia com foco em narrativa e experiência do usuário. Na prática, isso significa desenhar a IA de forma mais próxima das pessoas, com linguagem acessível e interação fluida para produtores, técnicos e gestores rurais.[1]

Por que importa para o agro

A trajetória de Leslie mostra como o desenvolvimento de IA aplicada ao campo exige mais do que conhecimento técnico: pede capacidade de traduzir dados complexos em linguagem simples, visual e acionável para quem está na fazenda. Essa combinação de ciência, design e narrativa tende a acelerar a adoção de soluções digitais pelo produtor.

No caso da Solinftec, a Alice só gera valor se for entendida e usada. Ao pensar a assistente como um “personagem” que conversa com o agricultor, a empresa reduz barreiras culturais e tecnológicas. Isso é crucial num momento em que a IA começa a apoiar desde o planejamento de safra até a otimização de máquinas, energia, insumos e mão de obra.

Dados e contexto

A Solinftec nasceu no Brasil focada, inicialmente, em cana-de-açúcar, e expandiu depois para grãos e outras culturas.[1] A plataforma conecta máquinas, sensores, estações climáticas e sistemas de gestão em uma única camada de dados, sobre a qual a Alice opera.

Segundo a empresa, suas soluções estão presentes em operações de grande escala em vários países, com milhões de hectares monitorados por sistemas digitais em tempo real.[1] Essa integração permite automatizar alertas de falhas, atrasos de operações, rotas de máquinas e uso de insumos, reduzindo custos e desperdícios.

Instituições como Embrapa e USDA apontam que a agricultura digital e a IA são pilares da chamada agricultura 4.0, que inclui:

  • Monitoramento contínuo de lavouras, solo e clima
  • Otimização de operações mecânicas e logísticas
  • Redução de emissões e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos
  • Apoio à rastreabilidade e às exigências de mercados internacionais
Nesse cenário, empresas como Solinftec disputam espaço com outros players globais de agricultura digital, oferecendo plataformas que unem hardware, software e modelos de IA adaptados à realidade do campo brasileiro e latino-americano.

O que observar daqui pra frente

A “vida dupla” de Leslie indica uma tendência: times que desenvolvem IA para o agro precisarão unir especialistas em dados, agronomia e também em design de experiência e comunicação. Para o produtor, isso se traduz em ferramentas mais intuitivas, com recomendações claras e contextualizadas. À medida que a IA se torna onipresente nas operações, quem conseguir transformar dado em história compreensível vai ganhar espaço nas fazendas, na indústria e na mesa de negociação.

Fontes

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