Gestão

Lula é reeleito com crédito, infraestrutura e fertilizantes entre as prioridades para o agro

Novo mandato prevê ampliar crédito rural, infraestrutura, fertilizantes e pesquisa, enquanto produtores cobram juros menores e seguro mais eficiente.

26 de outubro de 2026 3 min de leitura
Lula é reeleito com crédito, infraestrutura e fertilizantes entre as prioridades para o agro

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República para um novo mandato, com início em janeiro de 2027. Para o agronegócio, o programa apresentado prevê reforço no crédito rural, investimentos em infraestrutura, produção nacional de fertilizantes e apoio à pesquisa. O setor, porém, cobra respostas para juros elevados, seguro rural limitado e custos de produção.

O que aconteceu

A agenda para o agro combina continuidade de políticas públicas com novas iniciativas de financiamento e tecnologia. O governo promete ampliar os recursos do Plano Safra e oferecer taxas compatíveis com a rentabilidade das atividades agropecuárias.

Entre as prioridades estão máquinas, equipamentos, irrigação e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. O programa também prevê diversificar as fontes de recursos, com maior participação do mercado de capitais e de títulos ligados ao agronegócio.

A infraestrutura aparece associada ao Novo PAC. A proposta inclui novas concessões rodoviárias, projetos ferroviários, repactuação de contratos e investimentos em portos. O objetivo é reduzir gargalos logísticos e melhorar o escoamento da produção.

Imagem

Por que importa para o agro

O custo do dinheiro influencia diretamente a decisão de plantar, renovar máquinas, investir em irrigação e armazenar a produção. Juros altos reduzem a margem do produtor e dificultam o acesso ao financiamento, principalmente para médios e pequenos negócios.

O setor também cobra instrumentos mais eficientes para enfrentar perdas climáticas e oscilações de preços. Seguro rural, Proagro, armazenagem e mecanismos de comercialização estão entre as demandas apresentadas por cadeias como milho, arroz, algodão e feijão.

A melhoria da infraestrutura pode reduzir o custo do frete e aumentar a competitividade das exportações. Já a produção doméstica de fertilizantes e bioinsumos pode diminuir a exposição às variações do mercado internacional, embora dependa de investimentos, escala e eficiência industrial.

Dados e contexto

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada pela Conab em 361,7 milhões de toneladas, alta de 2,6% sobre o ciclo anterior.[2][3] Os principais números do levantamento são:

IndicadorEstimativa
Produção total de grãos361,7 milhões de toneladas
Soja180,4 milhões de toneladas
Milho144 milhões de toneladas
Trigo5,74 milhões de toneladas

A dimensão da produção aumenta a pressão por estradas, ferrovias, portos, armazenagem e crédito. Também exige políticas capazes de atender perfis diferentes de produtores, regiões e culturas.

Na pesquisa, o programa prevê fortalecer a Embrapa e ampliar investimentos em biotecnologia, edição genética e cultivares resistentes a pragas e à seca. Na agricultura familiar, a proposta inclui expandir a produção de bioinsumos e melhorar o acesso a assistência técnica.

O que observar daqui pra frente

As primeiras medidas devem mostrar se as promessas sairão do papel no Plano Safra, no seguro rural e nos investimentos logísticos. O produtor deve acompanhar taxas de crédito, orçamento para subvenção ao prêmio do seguro, regras ambientais, obras de transporte e ações para fertilizantes e bioinsumos. O principal risco é a distância entre o programa e a execução orçamentária.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo