Lula rebate EUA com queda do desmatamento na Amazônia
Governo diz que o desmatamento caiu 61,4% na Amazônia em maio e contesta argumento usado pelos EUA para elevar tarifas.

O governo brasileiro usou novos dados de monitoramento para contestar a justificativa ambiental citada pelos Estados Unidos para impor tarifas ao Brasil. Segundo o Planalto e o Inpe, o desmatamento na Amazônia caiu 61,4% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025. O tema importa ao agro porque entra diretamente na disputa comercial, na imagem do setor e na negociação com o mercado externo.
O que aconteceu
Nesta quinta-feira, o governo apresentou números de monitoramento ambiental e Lula rebateu o argumento americano de que o desmatamento no Brasil justificaria sanções comerciais. A crítica foi feita em meio ao debate sobre o chamado tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros.[1][4]
Os dados divulgados pelo Inpe e pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que a área desmatada na Amazônia foi de 370 km² em maio, com queda de 61,4% ante maio de 2025. No Cerrado, a redução foi de 12% no mesmo recorte mensal.[2][4]
No acumulado de agosto de 2025 a maio de 2026, a Amazônia teve queda de 37,5% no desmatamento, enquanto o Cerrado registrou recuo de 8,2% no mesmo período, segundo os números oficiais apresentados pelo governo.[1][2]
Por que importa para o agro
A discussão afeta o agro porque sustentabilidade e comércio internacional estão cada vez mais ligados. Quando um país usa o desmatamento como argumento para elevar tarifas, o impacto pode atingir exportadores de soja, carne, café e outros produtos, mesmo quando parte da produção está fora das áreas de risco.
Os números também reforçam a pressão por rastreabilidade e comprovação ambiental na cadeia. Para o produtor, isso significa mais atenção a regularização fundiária, uso do solo, origem da matéria-prima e documentação ambiental. Na prática, quem conseguir provar conformidade tende a ter menos risco comercial.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Amazônia, maio de 2026 vs. maio de 2025 | **-61,4%** |
| Área desmatada na Amazônia em maio | **370 km²** |
| Cerrado, maio de 2026 vs. maio de 2025 | **-12%** |
| Amazônia, ago/2025 a maio/2026 vs. período anterior | **-37,5%** |
| Cerrado, ago/2025 a maio/2026 vs. período anterior | **-8,2%** |
Os dados foram citados pelo governo federal com base no Inpe e no Ministério do Meio Ambiente.[1][2][4] A fala de Lula também mirou a narrativa dos EUA sobre o Brasil em meio à disputa comercial.[1][4]
O que observar daqui pra frente
O ponto central agora é se o governo brasileiro conseguirá transformar a queda do desmatamento em argumento consistente nas negociações com os EUA. Se a pressão comercial continuar, exportadores podem enfrentar exigências mais duras de comprovação ambiental e maior custo de conformidade. Ao mesmo tempo, a melhora nos números pode abrir espaço para fortalecer a imagem do agro brasileiro em mercados que valorizam produção com menor risco ambiental.
Fontes
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