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Mapa prioriza regulamentação da Lei dos Bioinsumos

Ministério da Agricultura coloca a regulamentação dos bioinsumos entre as prioridades para atualizar regras, registros e uso de produtos biológicos no agro.

09 de outubro de 2026 4 min de leitura
Mapa prioriza regulamentação da Lei dos Bioinsumos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) colocou a regulamentação dos bioinsumos entre as prioridades da agenda regulatória. A medida busca atualizar as regras para registro, produção, comercialização e uso de produtos biológicos na agricultura e na pecuária. A mudança pode reduzir incertezas para empresas e ampliar as opções disponíveis aos produtores.

O que aconteceu

A decisão ocorre após a aprovação da Lei nº 15.070/2024, que estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento, o registro e o uso de bioinsumos no Brasil. A norma criou uma base legal específica para um mercado que vinha sendo regulado por diferentes regras e procedimentos.

O trabalho do Mapa envolve a elaboração de normas complementares e a revisão de critérios técnicos. O objetivo é organizar categorias de produtos, definir exigências de avaliação e dar mais clareza aos processos de registro e fiscalização.

A regulamentação também deverá tratar da qualidade dos produtos. Esse ponto é central porque a expansão do mercado aumenta a necessidade de comprovar eficiência, segurança, estabilidade e compatibilidade com diferentes sistemas de produção.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, regras mais claras podem facilitar o acesso a soluções biológicas para controle de pragas e doenças, fixação de nitrogênio, estímulo ao crescimento e melhoria do manejo do solo. O uso adequado pode complementar defensivos químicos e fertilizantes, além de contribuir para estratégias de manejo integrado.

Para a indústria, a previsibilidade regulatória tende a reduzir dúvidas sobre exigências e prazos. Também pode estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento de novas formulações e produção nacional. O ganho, porém, depende de uma avaliação técnica capaz de separar produtos eficazes de alternativas sem comprovação consistente.

Dados e contexto

A Embrapa e o Mapa mantêm o Aplicativo Bioinsumos, que reúne informações sobre produtos registrados no país. Em consulta citada pela Embrapa, a plataforma contabilizava 1.091 bioinsumos em janeiro de 2024, incluindo inoculantes e produtos destinados ao controle de pragas.

O avanço dos registros foi expressivo em algumas categorias. Entre 192 produtos à base de fungos entomopatogênicos registrados desde 2002, 186 chegaram ao mercado depois da publicação do Decreto nº 6.913, segundo levantamento divulgado pela Embrapa.

A própria pesquisa aponta que a expansão dos registros não foi acompanhada, na mesma velocidade, pela atualização das normas de qualidade. O estudo defende a revisão de protocolos de eficácia agronômica e dos critérios usados na simplificação de registros.

O mercado também ganhou relevância econômica. Dados divulgados pela Embrapa com base na Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos indicam que o segmento movimentou cerca de R$ 7 bilhões em 2025, considerando categorias como biocontrole e biofertilizantes.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será o conteúdo das normas complementares e o prazo para sua publicação. Produtores devem acompanhar registros oficiais, recomendações de uso e comprovação de eficiência antes da compra. Empresas terão de adaptar processos e documentação às novas exigências, enquanto o Mapa precisará equilibrar velocidade de análise, inovação e controle de qualidade.

Fontes

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