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MBRF amplia aplicações de colágeno em alimentos e bebidas

MBRF avança no uso de colágeno funcional e hidrolisado em alimentos e bebidas, criando mercado para proteína de origem animal com maior valor agregado.

18 de agosto de 2026 4 min de leitura
MBRF amplia aplicações de colágeno em alimentos e bebidas

A MBRF está acelerando o uso de colágeno em alimentos e bebidas, com foco em colágeno funcional e hidrolisado para produtos com maior valor agregado, como pratos prontos, suplementos e bebidas proteicas. O movimento reforça a estratégia de capturar mais valor da cadeia de proteína animal e atender à demanda crescente por conveniência, alto teor de proteína e produtos ligados à saúde e bem-estar.

O que aconteceu

A empresa vem expandindo a atuação da unidade MBRF Ingredients e da parceira Gelprime, especializada em gelatina e colágeno, para atender três frentes principais: gelatina, colágeno funcional para produtos cárneos e colágeno hidrolisado para suplementos e alimentos enriquecidos.

Segundo executivos da companhia, o colágeno hidrolisado da Gelprime já é usado em novas linhas de produtos prontos com alto teor de proteína, como marmitas da marca Perdigão com cerca de 40 g de proteína por porção. O ingrediente é valorizado por ser neutro em sabor e aroma, altamente solúvel e estável, facilitando a inclusão em bebidas, laticínios, snacks e refeições prontas.

A MBRF também projeta ampliar a capacidade industrial de colágeno e gelatina no Paraná, com investimentos robustos e planos de alcançar produção anual próxima de 30 mil toneladas, o que pode colocar o complexo entre os maiores do mundo nesse tipo de ingrediente.

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Por que importa para o agro

O avanço em colágeno permite à cadeia de proteína animal extrair mais valor de partes do boi, frango e suíno que antes tinham uso limitado ou de menor preço. Em vez de vender apenas carne in natura ou processada, a indústria passa a ofertar ingredientes de alto valor, diminuindo a dependência do mercado de commodity e ampliando margens.

Para o produtor, isso tende a fortalecer a demanda por animais bem padronizados e com fornecimento regular de matéria-prima para plantas de processamento. A diversificação de receitas da indústria ajuda a amortecer ciclos de preços da carne e pode sustentar investimentos em tecnologia, bem-estar animal e sustentabilidade, áreas cada vez mais cobradas por mercados interno e externo.

Dados e contexto

O mercado global de colágeno e gelatina cresce em torno de 6% a 7% ao ano, impulsionado por suplementos, cosméticos e alimentos funcionais com apelo de proteína, saciedade, saúde de pele e articulações.

No Brasil, o uso de colágeno como ingrediente na indústria de alimentos e bebidas já avança em:

  • Produtos cárneos processados (hambúrgueres, linguiças, nuggets)
  • Bebidas proteicas, sucos e chás enriquecidos
  • Iogurtes, sobremesas lácteas e sorvetes
  • Barras de cereais e snacks de alto teor proteico
A Embrapa e universidades brasileiras apontam que o aproveitamento integral da carcaça é chave para aumentar a eficiência econômica e ambiental da pecuária, reduzindo desperdício e emissões por unidade de produto. O uso de colágeno se encaixa nessa lógica de economia circular, convertendo subprodutos em ingredientes nobres.

No front regulatório, a Anvisa define padrões de uso de aditivos, limites microbiológicos e rotulagem para ingredientes como gelatina e colágeno em alimentos e bebidas, o que dá previsibilidade para a indústria desenvolver novas formulações com segurança.

IndicadorSituação aproximada

| Crescimento global de colágeno | 6%–7% ao ano | | Capacidade planejada da MBRF/Gelprime | até 30 mil t/ano | | Uso principal no food service e varejo | carnes processadas, bebidas e pratos prontos |

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar a consolidação da MBRF como fornecedora de ingredientes de colágeno para terceiros, além de suas marcas próprias. A tendência é que o colágeno ganhe espaço em bebidas proteicas, snacks e refeições prontas, dentro e fora do Brasil, elevando a competição por matéria-prima de qualidade e abrindo oportunidades para contratos de fornecimento mais estáveis, ligados a padrões de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência de produção.

Fontes

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