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Mercado de milho verão cresce 21% e deve movimentar R$ 29 bi em 2025/26

Valorização do milho verão em 2025/26 reforça renda no Centro-Sul e muda cálculo entre grão e soja nas áreas de primeira safra.

17 de maio de 2026 4 min de leitura
Mercado de milho verão cresce 21% e deve movimentar R$ 29 bi em 2025/26

A projeção para a safra 2025/26 indica que o milho verão deve ganhar espaço no faturamento do agro, com mercado estimado em R$ 29 bilhões, alta de 21% sobre o ciclo anterior. A combinação de demanda interna firme, menor oferta e câmbio sustentado tende a melhorar a remuneração do produtor, sobretudo nas regiões tradicionais do Centro-Sul.

O que aconteceu

Estudos recentes de consultorias de mercado e projeções alinhadas com cenários da Conab e do USDA apontam recuperação do milho verão após duas safras pressionadas por excesso de oferta da safrinha e estoques elevados. O avanço da indústria de rações, etanol de milho e exportações cria ambiente favorável para preços mais firmes ao longo de 2025/26.

O valor de mercado projetado em R$ 29 bilhões considera aumento moderado de área em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além de leve ganho de produtividade com uso de híbridos mais modernos. Mesmo sem salto expressivo na produção, a reprecificação do grão é o principal motor do crescimento de 21% no faturamento.

Outro ponto relevante é o ajuste na relação de troca com insumos. Com custos de fertilizantes e defensivos em patamar mais baixo que no pico de 2022, a margem tende a melhorar, desde que o produtor acerte janela de plantio, manejo e travas de preço.

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Por que importa para o agro

A valorização do milho verão muda o cálculo de muitas propriedades que vinham priorizando soja na primeira safra e concentrando o milho na safrinha. Com preços mais atrativos e melhor estabilidade de oferta, o milho de verão volta a ser alternativa relevante para rotação de culturas, diluição de riscos e melhor uso da estrutura de armazenagem.

Para o mercado, o avanço do milho verão reduz a dependência da safrinha, mais exposta a quebras climáticas e a mudanças bruscas no câmbio e na demanda externa. Uma oferta mais equilibrada entre verão e safrinha tende a suavizar volatilidade de preços, melhorar o planejamento da indústria e reduzir gargalos logísticos concentrados em poucos meses.

Dados e contexto

Conab e USDA indicam cenário de ajuste entre oferta e demanda global de milho, com estoques relativamente mais apertados do que em anos de super safra. No Brasil, a tendência é de crescimento do consumo interno, puxado por proteína animal, etanol de milho e maior uso do grão na indústria de alimentos e derivados.

Principais pontos de contexto:

  • Demanda interna: o setor de carnes (aves e suínos) segue como maior consumidor, com o Brasil entre os líderes globais de exportação, segundo dados do MAPA.
  • Exportações: o país figura entre os três maiores exportadores mundiais de milho, ao lado de Estados Unidos e Argentina, conforme o USDA.
  • Safrinha dominante: hoje, mais de 70% da produção nacional é de segunda safra; o verão concentra-se em regiões de clima mais ameno e maior risco climático para soja.
  • Tecnologia: híbridos com maior potencial produtivo, resistência a pragas e melhor resposta a fertilizantes sustentam ganhos de produtividade.
Exemplo de comparação resumida de cenário:
IndicadorTendência 2025/26

| Valor de mercado milho verão | R$ 29 bi (+21%) | | Área de cultivo (Centro-Sul) | Estável a ligeira alta | | Custos de fertilizantes | Abaixo do pico de 2022 | | Consumo interno de milho | Em alta contínua |

A Embrapa destaca que o avanço em manejo de solo, adubação equilibrada e controle de doenças vem sustentando ganhos consistentes de produtividade, mesmo com oscilações climáticas. Isso dá mais previsibilidade aos resultados do milho verão quando o produtor segue as recomendações técnicas.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a evolução das cotações futuras, o ritmo de exportações, o custo dos insumos e os relatórios de oferta e demanda da Conab e do USDA. Travar parte da produção em momentos de preço favorável, diversificar entre verão e safrinha e ajustar o pacote tecnológico ao nível de risco da fazenda serão decisivos para capturar o potencial dessa alta projetada de 21% no valor de mercado do milho verão em 2025/26.

Fontes

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