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Mercado do boi gordo tem queda na arroba e no atacado

A arroba do boi gordo recuou em São Paulo e o atacado também perdeu fôlego, pressionados por oferta maior e consumo mais fraco.

25 de junho de 2026 3 min de leitura
Mercado do boi gordo tem queda na arroba e no atacado

A arroba do boi gordo voltou a cair em São Paulo e o atacado também perdeu firmeza. O movimento reflete oferta maior de animais terminados, escalas de abate mais confortáveis para a indústria e consumo doméstico ainda enfraquecido no fim do mês.[1][7]

O que aconteceu

Segundo apuração de mercado, a arroba vinha acumulando queda desde a segunda quinzena de abril. No período, o indicador em São Paulo saiu de R$ 366,27 para R$ 344,82 por arroba, uma redução de cerca de R$ 22.[1]

A pressão veio principalmente do aumento da oferta de animais prontos para abate, da perda de qualidade das pastagens e do alongamento das escalas frigoríficas. Com isso, a indústria reduziu a urgência de compra e conseguiu negociar em níveis mais baixos.[1]

No atacado, os cortes bovinos encerraram a semana sem grandes reajustes, mas com viés de acomodação. A reposição mais lenta no fim do mês limitou a reação dos preços, mesmo com alguma estabilidade pontual nos cortes.[1][7]

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Por que importa para o agro

Para o pecuarista, a queda reduz a receita por cabeça e encurta a margem, principalmente em sistemas de terminação com custo alto de alimentação. Quando a indústria amplia as escalas, o poder de negociação do produtor diminui.[1]

Para a cadeia, o recuo da arroba e a fraqueza no atacado mostram um mercado ainda sem tração no consumo interno. Isso tende a segurar preços no curto prazo, mesmo com exportações que seguem como fator de sustentação em outras janelas do ano.[1][3]

Dados e contexto

IndicadorValor
Arroba em SP no período citado**R$ 366,27/@** para **R$ 344,82/@**
Queda acumuladaCerca de **R$ 22/@**
Faixa esperada para junho**R$ 340/@ a R$ 345/@**
Principal pressãoOferta maior e escalas alongadas

A Scot Consultoria aponta que a expectativa para junho é de estabilidade nessa faixa de R$ 340/@ a R$ 345/@ em São Paulo, abaixo dos níveis próximos de R$ 370/@ observados no primeiro quadrimestre.[1]

Em relatórios de mercado, também aparece a leitura de que a oferta ainda não é abundante como em outros anos, o que ajuda a limitar uma queda mais forte. Ainda assim, o ritmo mais lento do consumo interno segue pesando na formação dos preços.[3]

O que observar daqui pra frente

O mercado deve continuar sensível à escala dos frigoríficos, ao ritmo de venda no varejo e ao comportamento da exportação. Se a oferta seguir maior que a demanda, a arroba tende a ficar pressionada perto da faixa de equilíbrio projetada. Se houver melhora no escoamento interno ou aumento das compras externas, pode surgir espaço para reação mais firme nas próximas semanas.[1][3]

Fontes

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