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México suspende importações avícolas do Brasil após foco de Newcastle em SC

Restrição mexicana atinge carne de aves, ovos férteis e pintinhos após confirmação de foco da doença de Newcastle em granja de perus em Santa Catarina.

20 de outubro de 2026 4 min de leitura
México suspende importações avícolas do Brasil após foco de Newcastle em SC

O México suspendeu em 19 de outubro as importações de produtos avícolas do Brasil após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A medida amplia a pressão sobre as exportações brasileiras e ficará em vigor enquanto as autoridades mexicanas avaliam as informações sanitárias do caso.

O que aconteceu

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou o foco em 18 de outubro. O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, que também suspendeu a movimentação de aves na propriedade. O governo brasileiro iniciou as ações de contenção e investigação previstas nos protocolos sanitários.

A restrição mexicana foi aplicada pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, por meio do serviço sanitário do país. A suspensão alcança carne de aves, miúdos, aves vivas, ovos férteis e pintinhos de até três dias. Também inclui aves canoras, ornamentais e rapinantes destinadas à comercialização ou transporte.

A regra vale para cargas comerciais e produtos transportados por turistas. O México informou que não definiu uma data para retomar as compras, pois aguarda dados sobre o controle do foco e as condições sanitárias brasileiras.

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Por que importa para o agro

O México é um mercado relevante para a avicultura brasileira. A suspensão interrompe embarques de diferentes categorias e pode aumentar a necessidade de redirecionar cargas para outros destinos. O efeito imediato depende da duração da medida, do volume contratado e da possibilidade de regionalização das restrições.

Para produtores e frigoríficos, o episódio reforça o risco de barreiras sanitárias associadas a ocorrências localizadas. Mesmo quando o foco está restrito a uma propriedade, países compradores podem adotar bloqueios nacionais até receberem garantias sobre rastreabilidade, controle oficial e ausência de disseminação.

A reação do mercado também pode afetar preços e logística. Caso parte da produção inicialmente destinada ao México permaneça no mercado interno ou seja direcionada a outros compradores, haverá necessidade de ajustar estoques, programação industrial e transporte.

Dados e contexto

  • Local do foco: Nova Itaberaba, Santa Catarina.
  • Espécie envolvida: perus de criação comercial.
  • Doença: Newcastle, enfermidade viral altamente contagiosa entre aves.
  • Produtos suspensos: carnes, miúdos, aves vivas, ovos férteis, pintinhos e aves ornamentais.
  • Área de emergência zoossanitária: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em Santa Catarina.
  • Prazo inicial da emergência: 60 dias, conforme medida anunciada pelo MAPA.
A doença de Newcastle não é uma zoonose de relevância para o consumo de carne devidamente inspecionada, mas provoca impactos comerciais porque altera a classificação sanitária e pode limitar o trânsito de aves e produtos. A resposta oficial inclui isolamento da propriedade, investigação epidemiológica e controle da movimentação.

O que observar daqui pra frente

Os principais pontos serão a conclusão da investigação do MAPA, a identificação de eventuais propriedades relacionadas e a capacidade de demonstrar que o foco está contido. O setor também deve acompanhar negociações para substituir uma suspensão nacional por restrições regionalizadas, o que reduziria o impacto sobre áreas produtoras não afetadas.

Fontes

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