Milho recua na B3, mas fecha a semana no azul
O milho caiu na sexta-feira na B3, mas ainda terminou a semana com ganhos em alguns vencimentos, refletindo Chicago e o câmbio.

O milho teve queda na sexta-feira na B3, puxado pelo recuo em Chicago e pela perda de força do dólar. Mesmo assim, parte dos contratos terminou a semana com saldo positivo, o que mostra um mercado ainda sustentado por fundamentos externos e pela leitura de oferta e demanda.
Para o produtor, o recado é direto: a volatilidade continua alta. O movimento diário pode pressionar as cotações, mas o comportamento semanal ainda indica espaço para recuperação em alguns vencimentos.
O que aconteceu
Segundo a TF Agroeconômica, a baixa de Chicago e do dólar reduziu a paridade de exportação e pressionou os preços do milho no mercado futuro brasileiro. O ajuste apareceu principalmente nos contratos mais próximos, que reagiram ao fechamento mais fraco do dia.
Na B3, o contrato de setembro de 2026 encerrou a R$ 71,75, com queda de R$ 0,13 no dia, mas alta de R$ 0,25 na semana. O vencimento de novembro de 2026 fechou a R$ 77,78, com recuo diário de R$ 0,21 e baixa semanal de R$ 0,12.
Já o contrato de janeiro de 2027 terminou a R$ 81,10, com queda de R$ 0,31 na sessão, mas ganho de R$ 0,10 na semana. O quadro mostra um mercado dividido entre pressão de curto prazo e suporte acumulado ao longo da semana.
Por que importa para o agro
O milho é referência para decisões de venda, travas e barter. Quando Chicago recua e o dólar perde força, a formação de preço no Brasil tende a piorar para o exportador e para quem negocia com base na paridade externa.
Para o produtor, isso afeta o momento de comercialização. Contratos futuros em alta semanal ainda podem abrir janela de proteção, mas o fechamento diário fraco sinaliza risco de correção rápida se o mercado internacional continuar sem força.
Dados e contexto
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Setembro/2026 na B3 | R$ 71,75 |
| Variação diária | -R$ 0,13 |
| Variação na semana | +R$ 0,25 |
| Novembro/2026 na B3 | R$ 77,78 |
| Variação diária | -R$ 0,21 |
| Variação na semana | -R$ 0,12 |
| Janeiro/2027 na B3 | R$ 81,10 |
| Variação diária | -R$ 0,31 |
| Variação na semana | +R$ 0,10 |
A referência principal do movimento foi a combinação de Chicago mais fraca e dólar em queda, segundo a TF Agroeconômica. Em mercados agrícolas, esse tipo de combinação reduz o apetite comprador e afeta a formação de preço interno.
O que observar daqui pra frente
O mercado deve seguir sensível ao comportamento de Chicago, ao câmbio e ao ritmo das exportações. Se o dólar voltar a subir ou se o milho em Chicago ganhar suporte, a B3 pode recuperar parte das perdas. Se isso não ocorrer, a pressão sobre os contratos mais curtos tende a continuar, especialmente para quem precisa fixar preço de safra ou rolar posição.
Fontes
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