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Mix mais açucareiro e etanol de milho quase dobram lucro da CerradinhoBio

CerradinhoBio ajusta mix para açúcar, ganha impulso do etanol de milho e quase dobra o lucro na safra 2025/26, reforçando margens e caixa.

18 de junho de 2026 4 min de leitura
Mix mais açucareiro e etanol de milho quase dobram lucro da CerradinhoBio

A CerradinhoBio encerrou a safra 2025/26 com lucro quase duas vezes maior que na temporada anterior, sustentada por um mix mais açucareiro e pela expansão do etanol de milho.[3][5] O resultado veio acompanhado de margens mais robustas, geração de caixa forte e redução da alavancagem, reforçando a posição da empresa no setor sucroenergético.[3][9]

O que aconteceu

A companhia concluiu a segunda fase da planta de açúcar e elevou o mix de produção de cerca de 23% para mais de 60% voltado ao açúcar, concentrando vendas em um momento de preços internacionais firmes.[3][5] Ao mesmo tempo, manteve bom nível de produção de etanol hidratado e anidro, diversificando receitas.

No etanol de milho, a CerradinhoBio aumentou a moagem para cerca de 1,5 milhão de toneladas, ampliando a oferta de etanol e coprodutos como DDG, com boa captura de margens.[5] O movimento ajudou a diluir custos fixos, melhorar a eficiência industrial e sustentar o crescimento do lucro.

No consolidado da safra, a empresa reportou lucro líquido de cerca de R$ 312 milhões, alta próxima de 70% a 100% sobre a temporada anterior, com avanço de cerca de 3 pontos percentuais na margem líquida.[1][7][9] O EBITDA projetado para as safras 2025/26 e 2026/27 gira em torno de R$ 1,7 bilhão, com margem de 38%, acima dos R$ 1,3 bilhão e 35% da safra passada.[5]

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Por que importa para o agro

O redesenho do mix evidencia a força do açúcar como âncora de rentabilidade em cenário de preços globais elevados e custo de produção pressionado no campo. Para usinas, o caso da CerradinhoBio indica que investir em flexibilidade industrial para girar entre açúcar e etanol pode ser decisivo para proteger margens.

O avanço do etanol de milho reforça a tendência de integração da cadeia de grãos com o setor de biocombustíveis no Centro-Oeste. Para produtores de milho, essa demanda adicional cria alternativa ao mercado de exportação, ao mesmo tempo em que incentiva contratos de longo prazo e investimentos logísticos e industriais.

Dados e contexto

Indicador (CerradinhoBio)Safra 2024/25Safra 2025/26 / Projeção
Lucro líquido acumulado~R$ 182 mi (base estimada a partir do crescimento)**R$ 312 mi** (+70,9%) [1][7][9]
Receita líquida acumulada**R$ 3,25 bi** (+19,2%) [1]
Mix de açúcar (cana)**23%****>60%** após 2ª fase da planta [3][5]
EBITDA safra**R$ 1,3 bi**, margem 35%**R$ 1,7 bi**, margem 38% (projeção)[5]
Moagem de milho**1,5 mi t** (~10,7 mi t em cana equivalente)[5]

Segundo a própria companhia, a conclusão da nova etapa da planta elevou o potencial de produção de açúcar para até 70% do mix de cana, dando mais flexibilidade para capturar janelas de preço.[3][5] Esse modelo é consistente com a estratégia de outras grandes usinas que priorizaram açúcar nas últimas safras diante do câmbio favorável e dos patamares de preço na bolsa de Nova York.

Relatórios oficiais da empresa indicam ainda redução de alavancagem e melhoria do perfil da dívida, apoiadas na forte geração de caixa operacional.[3][9] Isso abre espaço para novos investimentos em eficiência agrícola, expansão de capacidade e projetos ligados à bioenergia, como biogás, cogeração e novos derivados da biomassa.

O que observar daqui pra frente

Produtores e usinas devem acompanhar a combinação de preços internacionais do açúcar, cotações do etanol no mercado interno e custos de milho e cana para avaliar se o mix mais açucareiro continuará sendo a melhor estratégia. Volatilidade de preços, clima e possíveis mudanças regulatórias em biocombustíveis podem abrir novas janelas de oportunidade ou exigir ajustes rápidos no planejamento comercial e industrial.

Fontes

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