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Moagem de cana recua 17,8% na primeira quinzena de outubro

Moagem de cana caiu 17,8% na primeira quinzena de outubro, refletindo o avanço da entressafra e o impacto das chuvas sobre a colheita.

30 de outubro de 2026 3 min de leitura
Moagem de cana recua 17,8% na primeira quinzena de outubro

A moagem de cana-de-açúcar caiu 17,8% na primeira quinzena de outubro, em comparação com o mesmo período da safra anterior. O recuo reduz a oferta imediata de matéria-prima para açúcar e etanol e sinaliza uma desaceleração relevante da colheita no Centro-Sul.

O que aconteceu

As usinas processaram menos cana na primeira metade de outubro. O resultado ocorre em uma fase avançada da safra, quando a disponibilidade de cana em campo diminui e o ritmo industrial passa a depender mais das condições climáticas e da qualidade da matéria-prima.

A redução também limita o volume produzido de açúcar e etanol no curto prazo. Para as usinas, o cenário exige maior controle sobre estoques, logística e programação de moagem até o encerramento do ciclo.

Chuvas durante o período podem ter dificultado o tráfego de máquinas e o transporte da cana até as unidades industriais. O efeito é maior em áreas com solo encharcado ou com menor janela operacional para a colheita.

Por que importa para o agro

A moagem menor pode apertar a oferta de etanol e açúcar no mercado interno. No caso do combustível, uma produção mais baixa reduz a folga das distribuidoras e pode aumentar a sensibilidade dos preços regionais, especialmente se a demanda permanecer firme.

Para o produtor, o ritmo das usinas afeta a programação de corte e entrega. Atrasos elevam o risco de perda de qualidade da cana, aumento do tempo entre corte e processamento e custos adicionais com transporte e operação no campo.

A indústria também precisa equilibrar a destinação da matéria-prima. A decisão entre açúcar e etanol dependerá dos preços relativos, do câmbio, da demanda externa e da disponibilidade de cana até o fim da safra.

Dados e contexto

  • A queda de 17,8% refere-se à moagem na primeira quinzena de outubro, segundo a matéria original do Canal Rural.
  • A Conab estima produção brasileira de 705,2 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27, alta de 4,7% sobre o ciclo anterior.[1]
  • A área destinada à colheita está projetada em 9,1 milhões de hectares, crescimento de 1,1%.[1]
  • A produtividade média nacional é estimada em 77.905 quilos por hectare, avanço de 3,6%.[1]
  • A Conab projeta que a colheita se estenda até o fim de março ou o início de abril, dependendo do comportamento das chuvas.[4]
A estimativa de produção nacional continua positiva, mas o desempenho acumulado não elimina as oscilações quinzenais. Uma safra maior pode coexistir com períodos de moagem menor, sobretudo quando o clima reduz a operação no campo ou quando as usinas encerram antecipadamente determinadas áreas.

O que observar daqui para frente

O mercado deve acompanhar o volume de cana processado nas próximas quinzenas, a evolução dos estoques de açúcar e etanol e o impacto das chuvas sobre a colheita. Também será necessário observar se a queda é pontual ou se indica encerramento antecipado da safra em regiões produtoras. Para produtores e usinas, preservar a qualidade da cana e ajustar a logística serão prioridades até o fim do ciclo.

Fontes

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