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MP garante subvenção de R$ 12 por tonelada para canavieiros do Nordeste

Medida Provisória prevê apoio direto de R$ 12 por tonelada de cana a produtores do Nordeste, com foco em recompor renda e manter a atividade.

02 de julho de 2026 4 min de leitura
MP garante subvenção de R$ 12 por tonelada para canavieiros do Nordeste

A nova Medida Provisória do governo federal estabelece subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores do Nordeste, com foco nos fornecedores independentes. A medida busca recompor parte da renda perdida com custos elevados e margens apertadas, garantindo fôlego financeiro imediato e sustentação da oferta de matéria-prima para usinas da região.

O que aconteceu

O governo publicou uma MP prevendo pagamento direto de subvenção aos canavieiros do Nordeste, em valor fixo por tonelada de cana entregue às unidades industriais. A proposta retoma o modelo de apoio já usado em programas anteriores para o setor, com foco em produtores e fornecedores independentes, que são mais expostos à volatilidade de preços.[3]

O benefício definido é de R$ 12,00 por tonelada, limitado a um teto de produção por produtor, seguindo parâmetros de leis anteriores de subvenção à cana.[3] A intenção é compensar parte das perdas decorrentes de ciclos de preço baixo e custos altos de produção, além de manter a base produtiva regional ativa em um cenário de aperto financeiro.

A MP ainda precisa passar pelo Congresso para ser convertida em lei. O pagamento da subvenção depende da regulamentação do Executivo e da liberação orçamentária, como já ocorreu em programas anteriores, que previram valores a serem quitados em anos específicos após aprovação.[3]

Por que importa para o agro

Para o produtor de cana do Nordeste, o crédito de R$ 12/t entra diretamente na receita da atividade e pode ser decisivo para cobrir parte de custos de insumos, mão de obra e operações de colheita. Em propriedades menores, o impacto é mais visível, pois a subvenção tende a representar parcela relevante da margem anual.

Na cadeia sucroenergética, o apoio ajuda a evitar redução brusca de área plantada e quebra de oferta de cana para usinas. Isso reduz o risco de descontinuidade industrial, perda de empregos e queda de produção de açúcar e etanol na região, mantendo um mínimo de estabilidade em um setor que é estratégico para várias economias estaduais do Nordeste.[7]

Dados e contexto

O Nordeste concentra milhares de pequenos e médios fornecedores de cana, fortemente dependentes do preço da tonelada definido a partir do ATR, indicador de qualidade da matéria-prima usado para precificar a cana em estados como Alagoas.[7]

Programas anteriores de subvenção à cana já trabalharam com valor de R$ 12,00/t, limitado a 10 mil toneladas por produtor/fornecedor independente, com pagamentos previstos para dois anos agrícolas.[3] O novo desenho segue essa lógica de apoio focalizado.

O setor canavieiro nordestino enfrenta desafios recorrentes:

  • Oscilação de preços de açúcar e etanol no mercado interno e externo[4]
  • Custos elevados de produção e logística
  • Dependência regional da atividade para emprego e renda rural[7]
Em anos de preços baixos, entidades representativas têm pressionado pelo retorno da subvenção nesse patamar de R$ 12/t como forma de recompor renda dos produtores e evitar encerramento de atividades.[2][4]
IndicadorValor / Situação

| Subvenção prevista | R$ 12,00 por tonelada de cana[3] | | Limite por produtor (modelos anteriores) | 10 mil toneladas[3] | | Beneficiários principais | Fornecedores independentes do Nordeste[3][7] |

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a tramitação da MP no Congresso e a regulamentação pelo Executivo, que definirá prazos, critérios de enquadramento e forma de pagamento. Pontos críticos são a liberação efetiva dos recursos orçamentários e a manutenção ou ajuste do teto de toneladas por produtor. Se o fluxo de pagamento ocorrer sem atrasos, a subvenção pode aliviar a pressão financeira no curto prazo e dar algum espaço para planejamento de safra e investimentos básicos na lavoura.

Fontes

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