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Nova usina de etanol de milho da Coamo recebe R$ 500 milhões do BNDES

Coamo vai investir R$ 1,7 bilhão na primeira usina de etanol de milho da cooperativa no Paraná, com financiamento de R$ 500 milhões do BNDES via Fundo Clima.

16 de junho de 2026 4 min de leitura
Nova usina de etanol de milho da Coamo recebe R$ 500 milhões do BNDES

A Coamo Agroindustrial Cooperativa vai investir R$ 1,7 bilhão na construção de sua primeira usina de etanol de milho em Campo Mourão (PR), projeto que conta com R$ 500 milhões de financiamento do BNDES, via Fundo Clima.[1] A planta amplia a industrialização do milho no Paraná, diversifica a renda do cooperado e reforça a oferta de biocombustível e coprodutos para nutrição animal.

O que aconteceu

O governo do Paraná concedeu a Licença de Instalação (LI) para a nova usina de etanol de milho da Coamo em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do estado.[1] Com a licença ambiental emitida, a cooperativa está liberada para iniciar as obras civis e a montagem industrial do projeto.

O investimento total previsto é de R$ 1,7 bilhão, dos quais R$ 500 milhões serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Clima.[1] O restante será aportado pela própria cooperativa.

A planta terá capacidade para processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir cerca de 765 mil litros de etanol a cada 24 horas.[1] A expectativa é que a usina entre em operação no segundo semestre de 2026, consolidando um novo polo de biocombustíveis na região.

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Por que importa para o agro

Para o produtor de milho, a usina cria demanda industrial estável e regional, reduzindo a dependência do mercado de grãos in natura e ajudando a sustentar preços, principalmente na safrinha. A Coamo é uma das maiores cooperativas agrícolas do país, o que tende a puxar volumes relevantes de milho dos cooperados para processamento local.[1]

O projeto insere o Paraná de forma mais forte na rota do etanol de milho, segmento hoje liderado por Mato Grosso e Centro-Oeste. A produção de etanol, energia elétrica e coprodutos proteicos (como DDG) aumenta o valor agregado do milho, fortalece a integração lavoura-pecuária e pode estimular investimentos em confinamento e produção de proteína animal na região.[9]

Dados e contexto

IndicadorValor/Informação
Investimento total**R$ 1,7 bilhão**[1]
Financiamento BNDES**R$ 500 milhões** pelo Fundo Clima[1]
LocalCampo Mourão (PR) – região Centro-Oeste do estado[1]
Capacidade de moagem**1,7 mil t/dia** de milho[1]
Produção de etanol**765 mil litros/dia**[1]
Início previsto da operaçãoSegundo semestre de **2026**[1]

O Brasil vem ampliando rapidamente a produção de etanol de milho, que já responde por parcela relevante da oferta nacional de biocombustíveis, com forte concentração em Mato Grosso e no Centro-Oeste.[9] A entrada do Paraná nesse mercado diversifica geograficamente a indústria e aproxima a transformação da matéria-prima das áreas produtoras do Sul.

Estudos sobre o setor mostram que a conversão de milho em etanol gera também DDG e WDG, insumos proteicos para rações, além de energia elétrica a partir da biomassa utilizada no processo industrial.[9] Esses produtos complementares ajudam a melhorar a rentabilidade da usina e criam novas alternativas de nutrição para aves, suínos e bovinos em regiões de forte produção agropecuária.

O que observar daqui pra frente

Produtores e agentes de mercado devem acompanhar a evolução das obras, o cronograma de entrada em operação e as políticas de compra de milho da cooperativa, incluindo contratos e prêmios regionais. Também será relevante monitorar a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana, a oferta de DDG na região e possíveis impactos sobre a logística de escoamento de grãos e de biocombustíveis no Paraná.

Fontes

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