Nova usina de etanol de milho da Coamo recebe R$ 500 milhões do BNDES
Coamo vai investir R$ 1,7 bilhão na primeira usina de etanol de milho da cooperativa no Paraná, com financiamento de R$ 500 milhões do BNDES via Fundo Clima.
A Coamo Agroindustrial Cooperativa vai investir R$ 1,7 bilhão na construção de sua primeira usina de etanol de milho em Campo Mourão (PR), projeto que conta com R$ 500 milhões de financiamento do BNDES, via Fundo Clima.[1] A planta amplia a industrialização do milho no Paraná, diversifica a renda do cooperado e reforça a oferta de biocombustível e coprodutos para nutrição animal.
O que aconteceu
O governo do Paraná concedeu a Licença de Instalação (LI) para a nova usina de etanol de milho da Coamo em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do estado.[1] Com a licença ambiental emitida, a cooperativa está liberada para iniciar as obras civis e a montagem industrial do projeto.
O investimento total previsto é de R$ 1,7 bilhão, dos quais R$ 500 milhões serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Clima.[1] O restante será aportado pela própria cooperativa.
A planta terá capacidade para processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir cerca de 765 mil litros de etanol a cada 24 horas.[1] A expectativa é que a usina entre em operação no segundo semestre de 2026, consolidando um novo polo de biocombustíveis na região.
Por que importa para o agro
Para o produtor de milho, a usina cria demanda industrial estável e regional, reduzindo a dependência do mercado de grãos in natura e ajudando a sustentar preços, principalmente na safrinha. A Coamo é uma das maiores cooperativas agrícolas do país, o que tende a puxar volumes relevantes de milho dos cooperados para processamento local.[1]
O projeto insere o Paraná de forma mais forte na rota do etanol de milho, segmento hoje liderado por Mato Grosso e Centro-Oeste. A produção de etanol, energia elétrica e coprodutos proteicos (como DDG) aumenta o valor agregado do milho, fortalece a integração lavoura-pecuária e pode estimular investimentos em confinamento e produção de proteína animal na região.[9]
Dados e contexto
| Indicador | Valor/Informação |
|---|---|
| Investimento total | **R$ 1,7 bilhão**[1] |
| Financiamento BNDES | **R$ 500 milhões** pelo Fundo Clima[1] |
| Local | Campo Mourão (PR) – região Centro-Oeste do estado[1] |
| Capacidade de moagem | **1,7 mil t/dia** de milho[1] |
| Produção de etanol | **765 mil litros/dia**[1] |
| Início previsto da operação | Segundo semestre de **2026**[1] |
O Brasil vem ampliando rapidamente a produção de etanol de milho, que já responde por parcela relevante da oferta nacional de biocombustíveis, com forte concentração em Mato Grosso e no Centro-Oeste.[9] A entrada do Paraná nesse mercado diversifica geograficamente a indústria e aproxima a transformação da matéria-prima das áreas produtoras do Sul.
Estudos sobre o setor mostram que a conversão de milho em etanol gera também DDG e WDG, insumos proteicos para rações, além de energia elétrica a partir da biomassa utilizada no processo industrial.[9] Esses produtos complementares ajudam a melhorar a rentabilidade da usina e criam novas alternativas de nutrição para aves, suínos e bovinos em regiões de forte produção agropecuária.
O que observar daqui pra frente
Produtores e agentes de mercado devem acompanhar a evolução das obras, o cronograma de entrada em operação e as políticas de compra de milho da cooperativa, incluindo contratos e prêmios regionais. Também será relevante monitorar a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana, a oferta de DDG na região e possíveis impactos sobre a logística de escoamento de grãos e de biocombustíveis no Paraná.
Fontes
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