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Novo foco de Newcastle em SC coloca avicultura em alerta

Foco em granja comercial de perus em Santa Catarina provoca medidas sanitárias, pressão sobre ações da MBRF e atenção do mercado avícola.

19 de outubro de 2026 4 min de leitura
Novo foco de Newcastle em SC coloca avicultura em alerta

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A unidade foi interditada e teve o trânsito de aves suspenso. A ocorrência pressionou as ações da MBRF e elevou a atenção sobre o risco de novas restrições comerciais para a avicultura brasileira.

O que aconteceu

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo após investigação conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. Segundo as informações divulgadas, o foco foi identificado durante o monitoramento epidemiológico e não apresentou manifestação clínica nos animais do lote.

O MAPA iniciou as medidas previstas no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. O protocolo inclui interdição da granja, suspensão da movimentação de aves, eliminação do foco, limpeza e desinfecção da unidade.

A área de restrição envolve Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. Cerca de 133 propriedades serão acompanhadas por equipes técnicas, com avaliação clínica e coleta de amostras.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é altamente contagiosa e pode provocar perdas expressivas em lotes comerciais. Além do impacto direto sobre a produção, um foco pode levar países importadores a suspender compras ou impor restrições à carne de aves e seus derivados.

O efeito sobre o mercado costuma atingir empresas integradas, produtores independentes, frigoríficos, transportadoras e fornecedores de insumos. A queda das ações da MBRF refletiu a preocupação dos investidores com possíveis bloqueios comerciais, aumento dos custos sanitários e instabilidade na exportação.

Para o produtor, o episódio reforça a necessidade de controle rigoroso de acesso às granjas, desinfecção de veículos e equipamentos, separação de lotes e comunicação imediata de sinais suspeitos. A biosseguridade continua sendo a principal barreira contra a disseminação do vírus.

Dados e contexto

  • A doença de Newcastle afeta mais de 200 espécies de aves, segundo a Embrapa.
  • Dependendo da virulência do vírus, a mortalidade pode alcançar 100% do lote.
  • O foco confirmado em Santa Catarina é o segundo registrado em produção comercial no Brasil, conforme informações divulgadas pelo serviço oficial.
  • A unidade afetada permanece interditada, com bloqueio da movimentação de aves.
  • O MAPA informou que, neste momento, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região.
  • Produtos avícolas inspecionados continuam seguros para o consumo, segundo o MAPA e entidades do setor.
A experiência de 2024, quando um foco em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, levou à suspensão preventiva de exportações para países que adotaram essa exigência sanitária, mostra o potencial de impacto sobre o comércio exterior. As medidas podem variar conforme o país comprador, o estado ou até o município de origem.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar os resultados do monitoramento nas 133 propriedades, a conclusão da eliminação e desinfecção da granja e a reação dos países importadores. A ausência de novos focos pode limitar o impacto comercial ao município ou ao estado, enquanto novas detecções aumentariam o risco de embargos, custos operacionais e pressão sobre as empresas do setor.

Fontes

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