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OMM alerta para El Niño excepcional com efeitos até fevereiro de 2027

Fenômeno El Niño deve atingir intensidade muito forte e manter efeitos sobre clima e agro até fevereiro de 2027, segundo alerta da OMM.

07 de setembro de 2026 4 min de leitura
OMM alerta para El Niño excepcional com efeitos até fevereiro de 2027

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, elevou o nível de alerta para o fenômeno El Niño. O órgão aponta probabilidade próxima de 100% de que o evento permaneça até fevereiro de 2027, com intensidade classificada como muito forte ou até excepcional. O cenário indica maior risco de extremos climáticos, com impacto direto sobre a produção agrícola, logística e preços de alimentos.

O que aconteceu

Em atualização recente, a OMM informou que o El Niño 2026/2027 está "firmemente estabelecido" e deve ganhar força nos próximos meses, impulsionado por temperaturas excepcionalmente altas no Oceano Pacífico Equatorial.[1][5][7] Os modelos globais apontam para anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 2 ºC entre a primavera e o verão de 2026, patamar associado a eventos muito fortes.[1][8]

A agência da ONU trabalha com uma probabilidade quase total de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027, algo inédito no grau de certeza divulgado.[5][7] Projeções indicam pico de intensidade no fim de 2026, com efeitos prolongados sobre temperatura, chuva e eventos extremos em 2027.[3][6]

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Por que importa para o agro

Um El Niño muito forte e duradouro tende a reorganizar o regime de chuvas em várias regiões produtoras do Brasil. Em cenários anteriores, o padrão típico foi de chuvas acima da média no Sul e maior risco de seca e calor em parte do Centro-Oeste, Matopiba e Nordeste, afetando soja, milho, café, algodão e pecuária de corte e leite.[8][14]

Com quase dois anos de fenômeno, o produtor lida com impactos sucessivos sobre plantio, enchimento de grãos, pastagens, sanidade animal e manejo de irrigação. A combinação de calor e estiagem aumenta o custo de produção, pressiona seguros rurais e pode reduzir produtividade em áreas sem preparo prévio para eventos climáticos extremos.[2][9][14]

Dados e contexto

Indicador climáticoProjeção 2026/2027
Probabilidade de permanência do El Niño até início de 2027 (OMM/NOAA)**quase 100%**[1][5][8][14]
Chance de El Niño "muito forte" entre nov/2026 e jan/2027 (NOAA)**cerca de 63%**[9][14]
Anomalia prevista da TSM no Pacífico Equatorial**> 2 ºC** em parte de 2026[8]

A Embrapa cita que eventos de El Niño forte costumam aumentar o risco de excesso de chuva e erosão em áreas do Sul, ao mesmo tempo em que ampliam a probabilidade de veranicos e déficit hídrico no Centro-Oeste e Matopiba, exigindo ajustes em época de plantio, cultivares e manejo do solo.[14]

Projeções da NOAA e de centros como o APEC Climate Center indicam manutenção de condições de El Niño forte até o fim de 2026, com alta probabilidade de prolongamento dos efeitos no início de 2027.[8][14] O cenário também preocupa cadeias de avicultura e suinocultura, que já monitoram possíveis impactos sobre custo de grãos, conforto térmico das instalações e incidência de doenças.[9]

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar boletins climáticos de OMM, INPE, Embrapa e NOAA e revisar o planejamento de safra 2026/27 e 2027/28. Pontos críticos: escolha de cultivares mais tolerantes a calor e seca, proteção de solo e água, contratos de seguro rural, capacidade de armazenagem para lidar com janelas de colheita mais concentradas e impactos potenciais em frete e preços. Um El Niño longo abre risco de perdas em áreas vulneráveis, mas também pode gerar oportunidades em regiões favorecidas por chuvas regulares e temperaturas moderadas.

Fontes

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