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Onde estão os 20 maiores produtores de milho do Brasil

Ranking mostra concentração da produção de milho em poucos municípios, liderados por Sorriso (MT), com impacto direto em oferta, preços e logística.

29 de agosto de 2026 4 min de leitura
Onde estão os 20 maiores produtores de milho do Brasil

O Brasil concentra boa parte da produção de milho em poucos municípios, com destaque absoluto para Sorriso (MT), que lidera o ranking nacional com cerca de 3,66 milhões de toneladas em 2024, segundo dados consolidados da AgroFounder com base em IBGE/Sidra. Essa concentração em regiões de forte expansão agrícola, especialmente no Centro-Oeste, afeta oferta interna, exportações, logística e formação de preços.

O que aconteceu

Levantamento recente com dados oficiais do IBGE organizados pela plataforma AgroFounder mostra os 20 maiores municípios produtores de milho em grão do país em 2024. Sorriso (MT) aparece na primeira posição, seguido por Nova Ubiratã (MT) e Rio Verde (GO), com produções acima de 2 milhões de toneladas.

O ranking confirma a força do Mato Grosso, que domina a lista com a maioria das posições entre os 20 maiores. Aparecem ainda municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso do Sul, formando um cinturão de alta produtividade associado à safrinha, tecnologia de ponta e grandes áreas mecanizadas.

Na outra ponta, municípios fora do eixo tradicional do milho têm participação bem menor. A soma dos 20 maiores representa parcela relevante da produção nacional, reforçando que decisões de plantio e clima nessas praças impactam rapidamente estoque, indústria de ração e exportações.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, saber onde estão os grandes polos de milho ajuda a entender competição regional, capacidade de armazenagem e disputa por insumos e serviços. Regiões com forte concentração de oferta tendem a atrair mais tradings, esmagadoras, fábricas de ração e infraestrutura logística, o que melhora alternativas comerciais, mas também pressiona margens em anos de preço baixo.

No mercado, o peso desses municípios significa que quebras de safra por clima ou problemas de logística nessas áreas podem mexer rapidamente com preços internos e prêmios de exportação. Com Mato Grosso respondendo por cerca de 40% a 42% da produção brasileira, segundo estudos de bancos de desenvolvimento e dados compilados pelo MAPA, qualquer mudança de área ou produtividade no estado se reflete na Conab, no USDA e na formação de preços globais.

Dados e contexto

Os dados estruturados pela AgroFounder com base em IBGE/Sidra para 2024 apontam a seguinte fotografia dos maiores municípios produtores de milho em grão:

Posição no rankingMunicípioUFProdução (t) 2024Participação no total municipal
1**Sorriso**MT**3.660.000****3,18%**
2Nova UbiratãMT2.412.0002,10%
3Rio VerdeGO2.249.2401,96%
4Nova MutumMT2.117.9001,84%
5JataíGO1.896.7001,65%
6QuerênciaMT1.650.0001,44%
7DiamantinoMT1.530.3451,33%
8Primavera do LesteMT1.476.0001,28%
9São Félix do AraguaiaMT1.376.5221,20%
10TabaporãMT1.353.0001,18%

Na parte final do ranking dos 20 maiores aparecem ainda municípios como Porto dos Gaúchos (MT), Maracaju (MS), Ipiranga do Norte (MT) e Paranatinga (MT), todos com produções entre 800 mil e pouco mais de 1,1 milhão de toneladas.

Esses números confirmam que, na prática, o mapa do milho brasileiro se concentra em grandes projetos agrícolas do Centro-Oeste. Relatórios da Conab e do MAPA mostram que os principais estados produtores são Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, alinhados com o desenho municipal captado pelo IBGE.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar a evolução de área, produtividade e segunda safra nesses municípios líderes, além de investimentos em armazenagem e corredores logísticos (ferrovias, hidrovias e portos). Clima, custos de produção, câmbio e demanda internacional podem transformar rapidamente esses polos em motores de expansão ou pontos de pressão de estoque, abrindo oportunidades de nicho em outras regiões ou aumentando a dependência do país de poucos municípios para garantir oferta estável de milho.

Fontes

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