Pará registra maior área de exploração madeireira em cinco anos
Pará teve 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025; 32% ocorreram sem autorização.

O Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025. É a maior área identificada desde o ciclo 2019-2020 e representa avanço superior a 40% em relação ao período anterior. Do total, 32% ocorreram sem autorização ambiental, segundo levantamento do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex).
O que aconteceu
O levantamento foi produzido pela Rede Simex, formada por Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora. A metodologia combina imagens de satélite com informações sobre licenças emitidas pelos órgãos ambientais.
A exploração autorizada somou 41.538 hectares, equivalentes a 68% do total. Outros 19.126 hectares foram classificados como exploração ilegal por não apresentarem autorização compatível ou por ocorrerem em áreas sem respaldo legal.
O resultado mostra aumento da pressão sobre a floresta e amplia a necessidade de controle sobre a origem da madeira. A fiscalização precisa acompanhar não apenas a derrubada, mas também o transporte, o beneficiamento e a comercialização do produto.
Por que importa para o agro
A madeira faz parte de uma cadeia que se conecta ao agro por meio de estradas, armazéns, cercas, embalagens, móveis e construção rural. Quando a origem do produto não é comprovada, empresas regulares enfrentam concorrência desleal e maior risco de bloqueios comerciais.
Para produtores e empresas que compram madeira, a rastreabilidade reduz riscos ambientais, jurídicos e financeiros. Documentos de origem, autorizações válidas e conferência dos volumes transportados são pontos essenciais para evitar a aquisição de material irregular.
O avanço da exploração ilegal também pode aumentar conflitos fundiários, danos a áreas protegidas e restrições ao acesso a mercados que exigem comprovação de legalidade e sustentabilidade. A pressão por cadeias livres de desmatamento tende a crescer entre compradores nacionais e estrangeiros.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Área total explorada | 60.664 hectares |
| Variação anual | Mais de 40% |
| Área autorizada | 41.538 hectares |
| Participação autorizada | 68% |
| Área ilegal | 19.126 hectares |
| Participação ilegal | 32% |
O período analisado vai de agosto de 2024 a julho de 2025. A comparação considera o ciclo imediatamente anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024. O Simex utiliza dados de sensoriamento remoto e cruza as áreas detectadas com registros oficiais de autorização.
A resposta institucional envolve órgãos como Ibama, ICMBio e secretarias estaduais de meio ambiente. Operações recentes no Pará identificaram madeireiras sem documentação ou sem comprovação da origem dos produtos, reforçando a necessidade de fiscalização em toda a cadeia.
O que observar daqui para frente
O principal ponto será saber se o crescimento representa aumento do manejo legal, avanço da abertura irregular ou uma combinação dos dois fatores. Empresas devem reforçar a checagem de fornecedores e documentos, enquanto órgãos públicos precisam ampliar o monitoramento por satélite e acelerar a punição de infrações. O manejo florestal autorizado e a produção comunitária podem ganhar espaço se houver crédito, assistência técnica e fiscalização eficiente.
Fontes
- Canal Rural – Pará registra maior área de exploração madeireira em cinco anos
- Agência Brasil – Pará registra maior exploração madeireira dos últimos cinco anos
- Ibama – Operação Maravalha no Pará
- gov.br
- gov.br
- dadosabertos.ibama.gov.br
- gov.br
- gov.br
- spacemoney.com.br
- dadosabertos.ibama.gov.br
- dadosabertos.ibama.gov.br
- gov.br
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