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Polato investe R$ 100 milhões e dobra capacidade de sementes

Nova indústria em Pedra Preta (MT) eleva a capacidade da Polato para 1 milhão de sacas por ano e amplia o portfólio para 30 cultivares.

07 de outubro de 2026 3 min de leitura
Polato investe R$ 100 milhões e dobra capacidade de sementes

A Polato Sementes colocou em operação uma nova indústria de beneficiamento em Pedra Preta (MT), após investimento de R$ 100 milhões. A unidade foi projetada para dobrar a capacidade produtiva da empresa, que poderá alcançar 1 milhão de sacas por ano. A expansão ocorre em um mercado de sementes pressionado por custos, crédito mais seletivo e necessidade de eficiência.

O que aconteceu

O projeto levou três anos de planejamento e reúne automação, controle digital de qualidade e equipamentos importados dos Estados Unidos. A estrutura foi construída para aumentar a velocidade e a padronização do beneficiamento de sementes de soja, algodão e sorgo.

Com a nova planta, a Polato passou de 15 para 30 cultivares e obteve quatro novos licenciamentos. A empresa também iniciou a oferta de sementes de sorgo em 2026, ampliando a atuação além de soja e algodão.

A companhia projeta acrescentar R$ 300 milhões à receita nos próximos anos com a nova unidade. O prazo para recuperar o investimento ainda não foi informado.

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Por que importa para o agro

A ampliação aumenta a disponibilidade regional de sementes e pode reduzir prazos de atendimento aos produtores de Mato Grosso. A localização em Pedra Preta, próxima a importantes áreas agrícolas do estado, favorece uma logística mais curta entre a indústria e as fazendas.

Para o produtor, a expansão representa maior oferta de materiais genéticos e possibilidade de escolher cultivares mais adequadas ao ambiente, ao ciclo e ao sistema de produção. O ganho, porém, depende da qualidade dos lotes, da recomendação técnica e da entrega no momento correto do plantio.

A automação também tende a melhorar a rastreabilidade e a uniformidade do produto. Esses fatores são relevantes para o estabelecimento inicial da lavoura e para o aproveitamento do potencial genético das sementes.

Dados e contexto

IndicadorInformação
InvestimentoR$ 100 milhões
LocalizaçãoPedra Preta, Mato Grosso
Capacidade projetada1 milhão de sacas por ano
PortfólioDe 15 para 30 cultivares
CulturasSoja, algodão e sorgo
Receita adicional estimadaR$ 300 milhões nos próximos anos

O movimento ocorre em um mercado no qual o produtor busca reduzir riscos de implantação e melhorar a produtividade por hectare. A semente é um dos principais componentes tecnológicos da lavoura, mas seu resultado depende também de solo, clima, tratamento, população de plantas e manejo.

A expansão da Polato acompanha a profissionalização da cadeia de sementes em Mato Grosso. O estado concentra grande produção de soja, milho e algodão e exige estruturas capazes de atender volumes elevados durante janelas curtas de plantio.

O que observar daqui para frente

Os principais pontos serão a velocidade de ocupação da nova capacidade, a aceitação das novas cultivares e a execução da logística nas épocas de maior demanda. Também será necessário acompanhar custos, disponibilidade de crédito e desempenho agronômico dos materiais. Para o produtor, a oportunidade está em ampliar o acesso a sementes; o risco é pagar por tecnologia sem alinhar a cultivar ao ambiente e ao manejo da propriedade.

Fontes

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