Produtores de lichia diversificam produtos para reduzir perdas
Produtores de lichia ampliam variedades e investem em derivados para prolongar a oferta, reduzir desperdícios e aumentar o valor da fruta.
Produtores de lichia do interior de São Paulo estão ampliando as variedades cultivadas e criando derivados para reduzir perdas na pós-colheita. A estratégia prolonga a oferta da fruta e aumenta o valor obtido por quilo produzido.
O que aconteceu
O produtor Ricardo Pinto cultiva variedades precoces, médias e tardias. Com calendários diferentes de maturação, a propriedade distribui melhor a colheita e evita concentrar todo o volume em um curto período.
A fruta também passou a ser comercializada em formatos além do consumo in natura. Entre os produtos desenvolvidos estão lichia congelada, desidratada, liofilizada e aguardente. Ao todo, a propriedade oferece nove opções derivadas da cultura.
O manejo do pomar inclui a poda após a colheita. Segundo o gerente de produção Emerson Brezer, a prática ajuda a manter a saúde das plantas e favorece a produção nos ciclos seguintes. A florada também é aproveitada na produção de mel de lichia.
Por que importa para o agro
A lichia tem janela de comercialização curta e exige cuidados desde a colheita. Como é um fruto não climatérico, não amadurece depois de retirado da planta. O resfriamento rápido é necessário para preservar a aparência e a qualidade, segundo informações técnicas divulgadas pela Universidade de São Paulo.
A diversificação reduz a dependência do mercado de fruta fresca. Produtos congelados, secos ou liofilizados podem ser armazenados por mais tempo, alcançar novos canais de venda e diminuir o descarte quando o volume colhido supera a demanda imediata.
Para o produtor, a agroindustrialização também cria oportunidades de margem. O processamento, porém, exige investimento em equipamentos, controle sanitário, embalagem, rotulagem e canais comerciais adequados.
Dados e contexto
- São Paulo lidera a produção nacional de lichia, segundo dados do IBGE e informações do governo estadual.
- Na safra 2023/24, Itaí foi apontado como o maior município produtor do estado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA).
- A colheita costuma ficar concentrada em cerca de dois meses.
- A vida útil da fruta pode ser de aproximadamente cinco a sete dias em condições comuns, conforme referências do setor.
- Estimativas da cadeia indicam que até 30% da produção pode ser descartada sem aproveitamento industrial.
- A Cadeia Produtiva Local da lichia reúne 18 municípios do Alto Vale do Paranapanema.
O que observar daqui pra frente
O avanço da cultura dependerá da combinação entre variedades com diferentes épocas de colheita, manejo adequado, refrigeração e processamento. A expansão dos derivados pode reduzir perdas, mas exige padronização, escala e acesso a mercados. Cooperativas, assistência técnica e políticas de apoio à agroindústria serão decisivas para transformar excedentes em receita.
Fontes
- G1 – Produtores de lichia ampliam mercado e apostam em novos produtos
- IBGE – Produção agropecuária: lichia
- Agência SP – Lichia movimenta e desenvolve economia do Alto Vale do Paranapanema
- Jornal da USP – Exploração racional e econômica da lichia
- tecnologistica.com.br
- agricultura.pr.gov.br
- clubefmcarandai.com.br
- globorural.globo.com
- embrapa.br
- news.agrofy.com.br
- pt.scribd.com
- band.com.br
- ibge.gov.br
- embrapa.br
- embrapa.br
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