Sustentabilidade

Projeto oferece apoio psicológico gratuito a vítimas das enchentes no RS

Recomeçar RS já realizou 917 sessões para 182 pessoas em 19 cidades, incluindo moradores de áreas rurais afetados pelas enchentes de 2024.

11 de outubro de 2026 3 min de leitura
Projeto oferece apoio psicológico gratuito a vítimas das enchentes no RS

O projeto Recomeçar RS oferece atendimento psicológico gratuito a pessoas afetadas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. A iniciativa já realizou 917 sessões para 182 pacientes em 19 cidades, incluindo moradores de áreas rurais. O objetivo é tratar impactos como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, problemas que podem persistir após a reconstrução física das áreas atingidas.

O que aconteceu

Criado pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS, o projeto atende pessoas com sofrimento emocional associado ao desastre climático. As consultas são realizadas on-line e não têm custo para os pacientes.

A iniciativa tem duração prevista de dois anos. Além dos atendimentos, reúne ações de educação e produção de conhecimento para aperfeiçoar a resposta a eventos climáticos extremos. O público pode buscar informações no site do Recomeçar RS ou procurar os serviços de saúde da própria região.

O atendimento também alcança comunidades rurais, onde o acesso a profissionais especializados costuma ser mais limitado. A modalidade on-line reduz o impacto da distância e permite manter o acompanhamento mesmo quando estradas, transporte e unidades locais foram afetados pelas enchentes.

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Por que importa para o agro

A saúde mental influencia diretamente a capacidade de reorganizar a propriedade, retomar a produção e tomar decisões financeiras após uma perda. No campo, o produtor pode enfrentar simultaneamente danos em lavouras, animais, máquinas, instalações, estradas e fontes de renda.

A Embrapa aponta que as enchentes de 2024 provocaram perdas de áreas produtivas, pastagens e pomares, além de erosão do solo e prejuízos à infraestrutura agropecuária. A recuperação, portanto, depende tanto de crédito, assistência técnica e obras quanto de suporte às pessoas responsáveis pela retomada das atividades.

Dados e contexto

  • 917 sessões de apoio psicológico já foram concluídas pelo projeto.
  • 182 pacientes receberam atendimento.
  • A iniciativa chegou a 19 municípios do Rio Grande do Sul.
  • O atendimento é gratuito, on-line e voltado a pessoas impactadas pelas enchentes de 2024.
  • O programa tem duração prevista de dois anos.
Levantamentos citados pelo Ipea, com base em dados da Conab, Emater/RS e Irga, registraram impactos relevantes sobre soja, milho e arroz. As estimativas indicaram perdas de até 2,71 milhões de toneladas de soja, redução de 354,19 mil toneladas de milho e perda de aproximadamente 395,2 mil toneladas de arroz, em áreas afetadas pelas chuvas e inundações.

A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul também registrou perdas parciais na produção, danos em galpões e estradas e mortes de animais entre os principais prejuízos relatados por produtores. Esses efeitos ampliam a pressão financeira e emocional sobre as famílias rurais.

O que observar daqui para frente

A procura pelo serviço pode aumentar conforme produtores avancem da emergência para a reconstrução e enfrentem dívidas, incerteza climática e novas decisões de plantio. Cooperativas, sindicatos, assistência técnica, prefeituras e órgãos de extensão rural podem ajudar a divulgar o atendimento e encaminhar pessoas em sofrimento. Interessados devem acessar o site do Recomeçar RS ou buscar a rede de saúde local.

Fontes

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