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Rabobank vê cenário favorável para a safra de café 2027/28 no Brasil

Chuvas acima da média e boas condições de florada elevam o potencial da safra brasileira de café 2027/28, mas clima ainda define o resultado.

21 de outubro de 2026 3 min de leitura
Rabobank vê cenário favorável para a safra de café 2027/28 no Brasil

O Rabobank avalia que o Brasil iniciou a safra 2027/28 com condições favoráveis. As primeiras floradas foram observadas em várias regiões produtoras, enquanto o retorno das chuvas melhorou o potencial de pegamento dos frutos. A leitura reduz parte dos riscos de oferta para o mercado global, mas ainda não representa garantia de colheita.

O que aconteceu

A análise do banco indica que as lavouras brasileiras passaram a contar com condições climáticas mais adequadas após um período de maior preocupação com calor e irregularidade das precipitações. Os volumes de chuva ficaram acima da média histórica em boa parte das áreas de café arábica e conilon.

A florada e o desenvolvimento vegetativo ocorrem em uma fase decisiva para a próxima produção. Com umidade disponível no solo, as plantas ganham melhores condições para formar e sustentar os frutos. O resultado final, porém, dependerá da continuidade das chuvas e do comportamento das temperaturas nos próximos meses.

A perspectiva positiva para o Brasil também altera a percepção do mercado internacional. O cenário deixa de ser dominado apenas por riscos climáticos e passa a considerar uma possível recuperação da oferta e recomposição dos estoques globais.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, uma safra potencialmente maior pode ampliar a disponibilidade de café e pressionar as cotações caso o consumo não acompanhe o crescimento da oferta. A formação de preço dependerá também dos estoques, do câmbio, das exportações brasileiras e da produção de concorrentes como Vietnã e Indonésia.

A melhora climática favorece o planejamento da lavoura, mas não elimina os riscos. O cafeicultor deve acompanhar a uniformidade das floradas, o pegamento dos frutos, a necessidade de controle fitossanitário e a distribuição das chuvas. Decisões de venda e compra de insumos exigem atenção às margens, porque uma expectativa de maior produção pode mudar o comportamento do mercado antes da colheita.

Dados e contexto

  • O Rabobank relata os primeiros eventos de florada da safra 2027/28 em diversas regiões brasileiras.
  • Em Guaxupé (MG), foram registrados 154 milímetros de chuva, contra média histórica de 57,2 milímetros no período analisado pelo banco.
  • A Conab estimou a safra brasileira de 2026 em 67,6 milhões de sacas de 60 quilos, alta de 19,6% ante 2025.[1]
  • A produção de café arábica projetada pela Conab para 2026 chegou a 48,2 milhões de sacas, cerca de 70% do total nacional.[2]
  • O ciclo de bienalidade positiva contribui para o aumento do potencial produtivo, mas o clima continua determinante até a colheita.
A recuperação da oferta brasileira ocorre em um mercado que ainda apresenta incertezas. A relação entre produção, consumo e estoques pode mudar com eventos climáticos em outros países produtores, problemas logísticos ou alterações no ritmo das exportações.

O que observar daqui para frente

Os principais pontos de atenção são a regularidade das chuvas, as temperaturas durante o enchimento dos frutos e a ocorrência de pragas e doenças. Também será necessário acompanhar as exportações brasileiras, os estoques globais e as estimativas oficiais da Conab. Se as condições atuais persistirem, a safra 2027/28 poderá oferecer maior volume; se houver nova estiagem ou calor intenso, parte desse potencial pode ser perdida.

Fontes

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