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Rio de Janeiro cria comitê para enfrentar efeitos do El Niño

Governo fluminense monta comitê para coordenar a resposta aos impactos do El Niño, com foco em calor extremo, seca, chuvas intensas e risco de incêndios.

03 de julho de 2026 4 min de leitura
Rio de Janeiro cria comitê para enfrentar efeitos do El Niño

O governo do Rio de Janeiro instalou um comitê específico para coordenar ações de enfrentamento aos impactos do El Niño no estado, articulando órgãos de clima, defesa civil, recursos hídricos, energia e meio ambiente. A medida importa para o agro porque o fenômeno pode alterar regime de chuvas, aumentar o risco de estiagem e de eventos extremos, afetando diretamente produção, logística e oferta de água para irrigação e pecuária.

O que aconteceu

O Executivo fluminense formalizou a criação de um comitê voltado a monitorar, planejar e integrar respostas aos efeitos esperados do El Niño no território do estado. A estrutura reúne representantes de diferentes secretarias e órgãos técnicos, com foco em prevenção de desastres, gestão de água, energia e resposta a emergências climáticas.

O grupo deve acompanhar previsões meteorológicas e cenários de risco, propondo medidas como planos de contingência para seca, protocolos de atuação em ondas de calor, reforço de campanhas contra queimadas e ações de proteção social em áreas vulneráveis. O comitê também servirá de ponte entre o governo estadual, municípios e instâncias federais.

Segundo análises de órgãos federais, o El Niño tende a provocar temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes, períodos de estiagem alternados com chuvas intensas e maior pressão sobre sistemas de abastecimento de água e energia no Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro.[3][1]

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Por que importa para o agro

Para o produtor rural fluminense, o El Niño significa maior incerteza no calendário de plantio, risco de veranicos em fases críticas das lavouras e pressão adicional sobre pastagens e disponibilidade de água para o rebanho. Alterações bruscas no regime de chuvas podem afetar culturas sensíveis à falta ou ao excesso de água, além de aumentar perdas por erosão em áreas sem manejo adequado do solo.[1][3]

O comitê, se atuar de forma integrada com Embrapa, Conab e serviços de meteorologia, pode antecipar alertas regionais e orientar ajustes de manejo, escolha de cultivares mais tolerantes a estresse hídrico, planejamento de irrigação e estratégias de suplementação alimentar para a pecuária. Para o mercado, um estado organizado na gestão de risco climático reduz a chance de quebras abruptas de produção e de interrupções logísticas por eventos extremos.

Dados e contexto

Estudos climáticos apontam que o atual episódio de El Niño tem probabilidade de se estender até o início de 2027, influenciando temperatura e chuvas em boa parte do país.[3] Para o centro-sul do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro, o governo federal trabalha com cenário de chuvas acima da média no trimestre de inverno, combinado com ondas de calor e alta evaporação, o que mantém atenção sobre recursos hídricos.[3]

Historicamente, o El Niño aumenta o risco de incêndios florestais e queimadas em áreas de vegetação nativa e pastagens degradadas, elevando custos de combate e perdas de produtividade.[1][2] Em paralelo, o aquecimento global intensifica os extremos, amplificando tanto secas quanto tempestades acompanhadas de granizo e ventos fortes, com reflexos diretos sobre lavouras, infraestrutura rural e estradas vicinais.[5][7]

Para o planejamento do agro, é essencial combinar informações de:

  • Conab: avaliação de safra, oferta e preços.
  • Inmet e Cemaden: previsões climáticas e alertas de eventos extremos.
  • Embrapa: recomendações de manejo adaptado ao clima.
  • Defesa Civil estadual: planos de contingência por região.
Essa integração é justamente o tipo de coordenação que o novo comitê fluminense pretende fortalecer, alinhando ações de estado com iniciativas federais já em curso para enfrentar o El Niño.[2][3]

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o produtor deve acompanhar de perto boletins climáticos oficiais e comunicados do comitê, ajustando calendário de plantio, manejo de solo e água e estratégias de seguro rural. O desempenho do grupo será medido pela capacidade de emitir alertas com antecedência, orientar ações práticas no campo e articular investimento em infraestrutura hídrica, prevenção de incêndios e recuperação de áreas degradadas, reduzindo perdas produtivas e riscos à segurança no meio rural.

Fontes

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