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Rumo entrega 1ª fase da Ferrovia Estadual de Mato Grosso e terminal em Dom Aquino

Primeiro trecho da ferrovia entre Rondonópolis e Dom Aquino e novo terminal na BR-070 devem reduzir custos logísticos e dar fôlego à competitividade do agro mato-grossense.

20 de junho de 2026 4 min de leitura
Rumo entrega 1ª fase da Ferrovia Estadual de Mato Grosso e terminal em Dom Aquino

A Rumo concluiu a primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, com 163 km entre Rondonópolis e Dom Aquino e um terminal ferroviário na BR-070. O investimento de cerca de R$ 5 bilhões abre um novo eixo logístico para o escoamento de grãos do estado, com potencial de reduzir frete, ampliar margens do produtor e dar previsibilidade ao fluxo de exportação.

O que aconteceu

A Rumo inaugurou o primeiro trecho em operação da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, ligando Rondonópolis ao terminal de Dom Aquino, às margens da BR-070.[1][3] Esse segmento marca o início efetivo da primeira ferrovia estadual do país, planejada para integrar áreas de alta produção agrícola à malha nacional.

Além da via permanente, entrou em operação o terminal ferroviário de Dom Aquino, projetado para receber cargas por rodovia e realizar o transbordo aos trens. A capacidade inicial é de 10 milhões de toneladas de grãos por ano, segundo informações divulgadas pelo governo estadual e pela concessionária.[1][3]

O projeto completo da ferrovia prevê 743 km de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde até 2030, com investimento estimado em até R$ 15 bilhões e geração de cerca de 145 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras e operações.[1]

Por que importa para o agro

Para o produtor mato-grossense, a nova ferrovia significa mais opções de escoamento e maior poder de barganha no frete. Ao encurtar o trecho rodoviário até um terminal ferroviário moderno, a tendência é reduzir o custo logístico por tonelada e aliviar a pressão sobre as margens, sobretudo em cenários de preços internacionais mais apertados.

A ferrovia também aumenta a confiabilidade no fluxo até os portos, reduz riscos de gargalos em épocas de safra cheia e melhora a competitividade do Mato Grosso frente a outros origens exportadoras. Com mais carga migrando dos caminhões para os trilhos, há potencial de menor desgaste de rodovias, mais previsibilidade de prazos e maior eficiência no uso da frota rodoviária.

Dados e contexto

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso é hoje apontada como o maior projeto ferroviário com obras em execução no Brasil.[3] A operação do primeiro trecho traz números relevantes para o agro:

  • Extensão concluída na 1ª fase: 163 km entre Rondonópolis e Dom Aquino[3]
  • Extensão total prevista: 743 km até Lucas do Rio Verde[1]
  • Investimento na 1ª etapa: cerca de R$ 5 bilhões[1][3]
  • Investimento total estimado: até R$ 15 bilhões[1][2]
  • Capacidade do terminal Dom Aquino: 10 milhões t/ano de grãos[1]
  • Empregos estimados no projeto completo: 145 mil diretos e indiretos[1]
No contexto ambiental, transporte ferroviário emite cerca de 6 vezes menos gases de efeito estufa que modais rodoviários, segundo dados da própria ferrovia e referências técnicas utilizadas em projetos de infraestrutura.[3] Isso se alinha à pressão crescente de compradores internacionais por cadeias mais eficientes e com menor pegada de carbono.

O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja e milho, segundo Conab e IBGE, e depende fortemente de longos corredores rodoviários até portos do Arco Sudeste e Norte. A conexão ferroviária a partir de Rondonópolis já se mostrou decisiva no passado para reduzir custos; ampliar essa malha em direção ao médio-norte deve alterar a geografia do frete agrícola no estado.

IndicadorSituação com a ferrovia
Extensão em operação163 km
Capacidade terminal Dom Aquino10 milhões t/ano
Extensão prevista até 2030743 km
Investimento total estimadoaté R$ 15 bilhões

O que observar daqui pra frente

Produtores e tradings devem acompanhar a rampa de operação do terminal de Dom Aquino, a expansão dos próximos trechos rumo ao médio-norte, a política de tarifas ferroviárias da Rumo e a integração com armazéns e rodovias regionais. A velocidade dessa expansão, combinada à oferta de frete rodoviário e ao câmbio, vai determinar quão rápido o ganho logístico chega à ponta e se traduz em melhor base de preço na fazenda.

Fontes

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