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Seca derruba milho e soja e causa prejuízo bilionário em Roraima

Falta de chuva destruiu lavouras de milho e deve cortar até 50% da produtividade da soja em Roraima, com impacto bilionário na economia local.

17 de agosto de 2026 4 min de leitura
Seca derruba milho e soja e causa prejuízo bilionário em Roraima

A estiagem prolongada em Roraima já provocou perda total em lavouras de milho da agricultura familiar e deve cortar em até 50% a produtividade da soja nas grandes fazendas do estado. Segundo produtores e a Aprosoja-RR, o prejuízo direto no campo pode chegar a R$ 500 milhões, com impacto estimado acima de R$ 2 bilhões em toda a cadeia do agronegócio.

O que aconteceu

A falta de chuva atingiu principalmente o período crítico de enchimento de grãos de milho e soja. Em muitas áreas familiares, o milho simplesmente não formou espigas e as plantas morreram antes da colheita, deixando famílias sem produção para consumo e venda.[1]

Nas grandes propriedades voltadas à soja, produtores relatam plantas com grãos leves e mal formados, resultado da ausência de água nas fases reprodutivas. Em fazendas comerciais, a quebra de produção é estimada entre 20% e 25%, enquanto a Aprosoja-RR projeta queda média de 50% na produtividade em áreas mais afetadas.[1][2]

O quadro é associado à atuação de um Super El Niño, que reduziu as chuvas em diversas regiões do estado por mais de 25 a 30 dias consecutivos em pleno período de maior demanda hídrica das culturas. Produtores de áreas como Amajari, Pacaraima, Mucajaí e Boa Vista relatam lavouras queimadas pela seca e talhões de soja sem grão no pé.[4][5]

Por que importa para o agro

A quebra de safra em Roraima atinge dois pilares da renda agrícola local: milho para alimentação animal e soja para grão e exportação. A perda de milho dificulta a formulação de ração, pressiona custos da pecuária e reduz a oferta regional, obrigando compras de fora do estado com frete mais alto.

No caso da soja, o corte de até metade da produtividade derruba a receita de produtores, compromete o pagamento de financiamentos, reduz a movimentação em armazéns, transportadoras, revendas de insumos e serviços de máquinas. A Aprosoja-RR calcula que o impacto total na economia de Roraima pode ultrapassar R$ 2 bilhões, com efeito direto em emprego, arrecadação e investimentos futuros.[1][2][8][9]

Dados e contexto

O zoneamento agrícola de risco climático do MAPA para a safra 2026 já apontava risco de deficiência hídrica para soja em Roraima entre junho e agosto, período de maior exigência de água pela cultura.[13][14]

Para a safra atual:

  • Aprosoja-RR projeta queda de até 50% na produtividade da soja.[1][2][8]
  • Em algumas fazendas, produtores estimam redução de 20% a 25% na produção pela formação de grãos mais leves.[1]
  • O prejuízo direto da soja é calculado em cerca de R$ 500 milhões ao campo, com perdas totais na cadeia acima de R$ 2 bilhões.[2][5][9]
  • Em agricultura familiar, há relatos de perda de 100% das lavouras de milho, com plantios inteiros descartados.[1]
IndicadorSituação em Roraima 2026

| Produtividade da soja | Queda média estimada de até 50% | | Quebra de produção em fazendas | 20% a 25% em algumas áreas | | Perdas diretas no campo | Aproximadamente R$ 500 milhões | | Impacto econômico total | Mais de R$ 2 bilhões |

A Conab registra cenário de tempo mais seco acelerando colheitas no Norte, incluindo Roraima, o que em anos de estiagem severa aumenta o risco de estresse hídrico em fases críticas das culturas.[15]

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar de perto novas atualizações climáticas de INMET e CPTEC/INPE e as portarias do zoneamento agrícola do MAPA, ajustando janelas de plantio, cultivares e estratégias de irrigação suplementar onde possível. Para quem sofreu quebras relevantes, é crucial avaliar renegociação de dívidas, buscar instrumentos de seguro rural e participar de iniciativas de apoio emergencial discutidas entre governo estadual, setor produtivo e entidades como Aprosoja-RR, reduzindo o impacto da estiagem nas próximas safras.

Fontes

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