Seca entra no centro das discussões da COP17 e pressiona o agro brasileiro
A seca ganhou peso na COP17 e reforça a pressão sobre produção, solo e segurança hídrica no campo.
A seca voltou ao centro da agenda internacional com a COP17 da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, que começa em 17 de agosto, na Mongólia. O tema importa ao agro porque afeta solo, água, pastagens e produtividade, com impacto direto na renda do produtor e na oferta de alimentos.
O que aconteceu
A COP17 reúne países para discutir desertificação, degradação da terra, restauração de áreas e resiliência hídrica. A conferência segue até 28 de agosto e deve concentrar debates sobre financiamento, recuperação de pastagens e estratégias para conter os efeitos da seca.
No Brasil, o tema ganhou peso porque a seca já afeta regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, com destaque para a Caatinga e áreas do Nordeste e de Minas Gerais. A delegação brasileira leva propostas ligadas à recuperação de áreas degradadas, convivência com a seca e novas metas para neutralidade da degradação da terra.
A discussão ocorre em meio a eventos climáticos mais extremos e a uma pressão crescente por políticas públicas voltadas ao uso eficiente da água. O governo brasileiro também deve apresentar um sistema integrado de dados sobre seca e desertificação, além de iniciativas de restauração e manejo sustentável.
Por que importa para o agro
Para o produtor, a seca significa menor disponibilidade de água, perda de vigor das pastagens e maior risco de quebra de safra. Em sistemas de pecuária, o problema reduz a lotação, encarece a suplementação e afeta a recria e a engorda.
Na agricultura, a falta de chuva desorganiza o calendário de plantio, reduz a produtividade e aumenta o custo de produção. Em regiões mais vulneráveis, o efeito é duplo: cai a renda no campo e sobe a pressão sobre irrigação, crédito rural e seguro agrícola.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Países na COP17 | 196 países e União Europeia |
| Período da conferência | 17 a 28 de agosto de 2026 |
| Tema central | “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança” |
| Áreas mais vulneráveis no Brasil | Caatinga, regiões semiáridas e subúmidas secas |
A agenda da ONU para combate à desertificação ganha força porque a degradação do solo afeta produção, biodiversidade e segurança alimentar. No Brasil, o Monitor de Secas da ANA é uma das referências para acompanhar a evolução do fenômeno e orientar decisões de gestão hídrica e produtiva.
O que observar daqui pra frente
O mercado deve acompanhar se a COP17 vai destravar mais recursos para recuperação de solo, pastagens e infraestrutura hídrica. Para o agro, o ponto prático é a adoção de manejo conservacionista, integração lavoura-pecuária, cobertura permanente do solo e uso mais eficiente da água. Em áreas críticas, a adaptação deixou de ser discurso e virou condição para manter produtividade e competitividade.
Fontes
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